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segunda-feira, 14 de agosto de 2017

Cuidado a ser ter....

Há muito tempo, ainda pequena, intui, e depois esse conhecimento nato foi reforçado pelo que meus pais, aos quais amo de paixão e a eles sou grata eternamente, me ensinaram.
A minha postura na vida corresponderia a cada dia eu costurar um pedacinho ínfimo ou não de pano sobre uma superfície a fim de obter um lindo desenho. Então, que eu tivesse a sensatez de bem escolher os tecidos, cortes, cores, estampas, tamanhos e medidas para que esse traçado tivesse a minha cara e a minha marca. E para que, ao final, ele se apresentasse como o melhor meu.
Mas, para isso, eu teria de refutar panos e desenhos que não tivessem harmonia entre si e que pudesse atrapalhar o bom resultado.
Da mesma maneira eu deveria proceder em relação a minha postura e atitude diante dos outros, para não feri-los, diminui-los ou afetá-los de mal jeito, intencionalmente.  
E esse aprendizado me serve de guia e de esteio até os dias atuais.
E por referendá-lo e o julgar edificante, repassei-o para os meus dois filhos, para que o levem adiante com eles.  
Essa lição se desdobra em várias. Ei-las:
Que tudo aquilo que pudesse causar vergonha, peso na consciência, arrependimento, culpa no presente ou no futuro deveria ser rechaçado desde seu nascedouro.
Que jamais eu deveria dar trela ou seguir nessa direção, porque a prejudicada, em última instância, seria eu mesma, se fraca e/ou omissa, tanto como autora ou cúmplice, desse origem ou permissão a atos menores, hipócritas, maldosos ou sem noção.
Reforçando a anterior, que o que eu fizesse para o próximo, seja de bom ou de ruim, sempre retornaria para a minha pessoa e para a minha vida, assim como regressariam as ações que estariam à mercê de escolha para se efetivarem, como a mentira, o erro proposital, o engodo ou a traição.
Que o enganar, optar por atitudes dúbias ou desonestas, escarnecer ou fazer de idiota o outro, me passar por alguém que não sou, conversar ou mandar mensagem como se eu fosse a destinatária declarada sem sê-la, iludir alguém íntimo que gozou algum dia da minha intimidade e do meu ou do seu lar, nunca deveria fazer parte do rol das minhas ações, fossem elas justificáveis ou solicitadas, uma única vez ou cotidianamente.
Que jamais, em tempo algum, eu deveria expor, dar permissão ou me omitir quando alguém de fora, com quem aquele que eu convivi não tivesse tido nenhum laço de afeto, tentasse penetrar no terreno sagrado, contextualizado e confidencial da sua vida particular ou de um relacionamento seu que por ventura tivesse em curso ou mesmo que já tivesse terminado.
Que a melhor vivência seria sempre aquela que trouxesse paz ao meu coração e que não exigisse esforço interno, porque teria uma fluidez simples e estaria de acordo com a minha natureza delicada e sensível.
Que eu estivesse sempre em guarda, atenta e cuidadosa, para que a minha lealdade para com quem deliberadamente eu convivi por uma época não pudesse se enfraquecer ou se esgotar em nenhuma hipótese, e continuasse, ostensiva e forte como um baluarte demonstrando a minha honradez e dignidade e o apreço a um relacionamento que um dia existiu.
Que eu sempre tratasse como bendita e abençoada a pessoa e tudo o que com ela partilhei, seja por um dia, uma fase ou por longo período.
Portanto, que as coisas vividas, mais que lembradas, deveriam ser resguardadas pela grandeza do sentir oferecido e compartilhado naqueles momentos da vida em comum.  Óbvio, portanto, que elas não deveriam jamais correr o risco de serem jogadas ao vento, menosprezadas ou ridicularizadas.
Mais do que tudo, quem comigo dividiu, por longos instantes ou não, emoções, sensações, sentimentos, ideias e espaço deveria ser respeitado sempre, ou seja, hoje, amanhã e a vida toda, inclusive, por causa de eu tê-lo escolhido e porque  me serviu de companhia, espelho e aprendizado, mesmo que hoje esteja no passado, lugar esse mais adequado para tudo aquilo que chegou ao fim e acabou!
Tenho procurado, com afinco e vontade fazer do meu desenho uma homenagem aos meus progenitores. Que eu consiga, é sempre o meu pedido ao Universo!

Escrito por Anitha em 13 de agosto de 2017, às 16h30

domingo, 13 de agosto de 2017

Feliz Dia dos Pais!


Hoje não posso deixar de desejar a você, que visita este meu blog, seja de forma explícita ou velada, um feliz Dia dos Pais!
Que você possa cada vez mais se conscientizar da importância das atitudes dignas, verdadeiras e edificantes, de como os bons exemplos são necessários e valiosos, do valor do seu aperfeiçoamento e elevação, inclusive,  espiritual, o quanto o seu abraço, o seu "eu te amo" e a sua presença na vida do seu filho fazem a diferença e o motiva a superar tudo que possa lhe acontecer nesta vida!
Por outro lado, que seu filho possa reconhecer seus esforços, sua dedicação e seu amor!
Que vocês, juntos, sempre atravessem a ponte do entendimento, do afeto e da boa convivência!
Que você seja abençoado e respeitado e que esse papel de tanta relevância seja motivo de orgulho e de admiração tanto para você como para o seu filho!
E que seu descendente possa e queira colocá-lo e mantê-lo no lugar mais aquecido e especial dele, ou seja, no seu coração!
Que vocês saibam usufruir a presença e o melhor um do outro, e que, juntos e parceiros, vocês sejam  melhores!
Felicidades! Hoje e Sempre!
Abraço,
Anitha

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

Ah, Belo Horizonte!





Há dezessete anos, eu chegava nesta cidade de reconhecido belo horizonte com fé, com toda a minha mudança e com muita coragem!
Pois é, comemoro na semana que vem tal ousadia! Sim, foi muita!
Naquela ocasião, não sem vivenciar muitos conflitos, tive que optar. Ficar no conhecido e seguro ou escolher dar uma guinada sem precedentes. Até aquele instante era um sonho eu me mudar para cá, mas não tinha tido ainda peito para bancar tal movimento. E escolhi o que o meu coração me ordenou, afinal, ele é, e sempre foi, o detentor das minhas verdades e de meus quereres.
Claro, meus dois filhos, maiores de idade, já podiam prescindir da minha presença. A física, bem entendido, visto que a afetiva e materna nunca lhes faltaram em nenhum momento de suas vidas. 
Assim, desmontei casa. Pedi a bênção e permissão às pessoas mais especiais da minha vida. Dei as explicações a quem eu julguei que delas precisava. E merecia. Desfiz do que não mais seria necessário no meu dia a dia e dei um passo enorme considerando o que de mim esperavam e para o que eu tinha sido criada, ou seja, ser somente esposa, mãe, dona de casa e ter aquela vidinha restrita e sem horizontes.
Abri mão de trabalho como procuradora municipal concursada, e, também, do escritório de advocacia, que eu tinha em sociedade.
Vim, naquela época, rasgando papéis e rótulos. Reduzindo a pó expectativas de todos ao meu redor. Inclusive, as minhas. Tive forçosamente que descer do salto e me virar do avesso. Começar do zero, pois nem tudo ocorreu como o pretendido. E, mesmo não tendo como objetivo, tive o resgate do autorrespeito por ser capaz de dar um salto dessa magnitude, levando em conta eu ser até ai uma  simples interiorana, que pela primeira vez se priorizava ao invés dos demais.
Eu acreditava, e continuo crendo com a boa fé que me guia, em dias melhores, em alma saciada, em amor correspondido e compartilhado.
Aqui tive, e tenho, a oportunidade de viver tudo o que ansiei e me propus, tudo o que almejo e dá brilho aos meus olhos. Paguei e pago pra ver. Fui e vou fundo. Não me economizei e não me poupo. Abri e escancaro portas; fechei e, se preciso, bato outras. Mas jamais deixei alguma entreaberta. O que se perdeu por falta de atenção e de sintonia, mentiras ou mesmo em decorrência de desgaste natural ficou e permanece sempre como lição, experiência ou prova. 
Paguei caro, muito caro, por algumas vivências, talvez além do que eu tivesse condições. Mas, graças ao meu espírito e também à minha forma peculiar de encarar dificuldades e vencer os obstáculos, não faço parte do time daqueles que colecionam arrependimentos, remorsos e dramas.  Não mesmo!
Ao contrário. Quando olho para trás, sinto um baita orgulho da minha história e do meu trajeto. Do quanto fui corajosa e audaciosa. Do quanto arrisquei sem proteção e sem garantia.  Como fui, e sou, dona e senhora do meu destino. Não me fiz, e não me faço, menor do que sou. Procurei, e procuro,  sempre estar à altura de meus princípios e da minha base.
Vivi o que quis e nesta toada permaneço. Amei o quanto pude. O amor em mim não se esgota. Ele se renova, se reinventa e, sim, ele tem morada fixa no meu interior. Doei-me e me dou sem reservas. Fui e me conservo a  soberana do meu reino. Enquanto juntos, os elevei, a todos, à posição de rei. De alguns, fui namorada. De outros, companheira. E com nenhum fiquei na superfície, apesar de alguns deles não terem profundidade suficiente para uma mulher intensa, abundante e sensível como sou.
A minha segunda faculdade, a Psicologia, ficou por terminar já que um imprevisto no meio do caminho requereu que eu focasse inteiramente na minha saúde.
Na passagem do primeiro, fiquei careca. Aliás, sem cabelo fiz o maior sucesso. Foi uma áurea época. Fizeram me sentir a poderosa e a requisitada! Bons tempos, mesmo tendo que me sujeitar à quimio e a radioterapia.
Na verdade, apesar de todo sofrimento e a carga vivida, não deixei cair a peteca. Até hoje, muitos comentam com admiração a postura leve e destemida que tive no decorrer dessa travessia! Acho que eles têm razão. Não me deixei amargurar e nem mesmo perder o bom humor!
O segundo não exigiu nenhum tratamento posterior à cirurgia, mas me mostrou que a desilusão e a falta de comprometimento, infelizmente, podem ocorrer num momento de muita fragilidade e, o que é pior, da parte de quem menos se espera. E, mais, que, a despeito de palavras e declarações de amor, são as atitudes que validam as intenções e que proporcionam  segurança e equilíbrio e que podem garantir a confiança e a solidez de qualquer relação.
De qualquer forma, enfrentei com elegância e altivez, contudo não sem medo, esses dois cânceres. 
Claro, nessas travessias tão solitárias e reveladoras, contei com o apoio e o aconchego familiar e do meu círculo de relacionamento. Pessoas queridas e próximas fizeram de tudo para eu me sentir protegida e amparada. A todos eles, sem exceção, eu presto as minhas homenagens e, sobretudo, a minha gratidão!
O que me causa orgulho é que, desde o instante que cheguei nesta capital, fiz questão de investir sem regatear tempo e nem dinheiro em cursos que tinham a ver com a minha real vocação e com o chamado desde sempre da minha alma.
E, assim, encantada, me entreguei aos Florais, à Numerologia, Astrologia, à Quirologia e a Pós-graduação em Gestão e Terapias Holísticas e Vibracionais. Matérias essas que me fascinaram e que até hoje me seduzem pelo poder energético e beleza intrínseca que elas têm.
Sou apaixonada pelo que faço. Tenho clientes que me são fiéis há mais de dezesseis anos. E são eles, entre tantos outros conquistados ao longo deste tempo, que me indicam, já que não faço propaganda e nem marketing. Garantem-me, eles, que me recomendam por apreciar o que eu lhes ofereço.
Também, ao chegar, quase de imediato, sai à procura de saber alguma coisa sobre um trabalho voluntário que eu tinha conhecido através de propaganda de televisão em outro estado. Em nenhuma das outras cidades que morei anteriormente ele existia.
E qual foi a minha alegria ao descobrir que esse trabalho de prevenção ao suicídio, o CVV, oferecia curso de capacitação para quem pudesse dispor de tempo e de vontade para fazer atendimentos pessoais ou por telefone. 
Depois de um necessário treinamento, fui admitida em seus quadros.
Esse foi, certamente, um divisor de águas na minha vida. Entrei uma e, após oito anos como atendente dedicada, eu já era outra. Houve uma transformação íntima e radical. 
Lá eu tive a oportunidade de poder crescer como gente. 
Nossas reuniões para estudo e aperfeiçoamento eram verdadeiras terapias em grupo, em que nós, meus colegas e eu, nos expúnhamos, nos desnudávamos e nos ajudávamos de maneira franca, terna e cuidadosa.
Esse espaço, também, muito contribuiu para ampliar os meus contatos com pessoas diferenciadas. Boas e do bem!
E até hoje isso acontece num processo de desdobramento daqueles idos tempos, que me parece até um milagre. Um milagre que me enriquece de maneira abençoada e singela.
O meu rol de amigos é deveras diversificado, interessante e eclético. Tenho amigos recém-saídos da adolescência, a maioria são meus contemporâneos e alguns poucos quase no final da jornada, portanto, homens e mulheres de faixas etárias diferentes, com profissões, interesses e origens as mais variadas e todos, sem exceção, fazem parte de um todo que considero como um tesouro que eu tenho e que não encontro jeito, e nem quero, de quantificar ou mensurar. 
Preciso registrar pela importância e pelo tanto que sou feliz por tê-las na minha vida. Aqui, ganhei duas joias raras e valiosas! E, se não bastasse essa riqueza, fui presenteada com mais dois lindos netinhos do coração, filhos delas e, de lambuja, os seus amáveis maridos. 
Essa relação especial teve o seu início na FUMEC, quando nos descobrimos colegas de faculdade. Com a estreita e alegre convivência, passamos à amizade até que o amor transbordou e chegamos  ao ponto que não tem mais volta: nos adotamos como mãe e filhas. Nós, os três elementos, temos uma absurda  afinidade, sintonia de outras vidas, lealdade à toda prova e um bem querer que até emociona pela grandeza! 
Tenho que admitir: sou mesmo uma privilegiada!  Ser mãe de sangue de dois homens, pessoas dignas, de caráter e da melhor estirpe, dos quais tenho o maior orgulho, também vó realizada de um netinho lindo, que enche o meu coração de doçura, uma nora a qual tenho o maior apreço, e, em certa altura da vida, ter esse ganho extra  não é para qualquer um não! Tenho mesmo que ser grata infinitamente e ainda não será o bastante!  
Nesta metrópole, inaugurei a Anitha. Esta que tomou conta da minha personalidade original e a elevou exponencialmente a um outro patamar. A ela devo novos olhares e leituras mais de acordo com a amplitude do que sempre desejei pra mim.
Hoje, assim como quando ela necessitou nascer por uma feliz contingência ao precisar me identificar no CVV, a bendigo e a ela empresto o meu lado mais ensolarado e próspero. 

E de fato não resta dúvida. A soma dessa com as outras facetas minhas comprovam que múltipla sou.
É certo, asseguro. Em BH me encontrei e continuo disposta a cada vez mais encontrar sentidos e significados em minhas escolhas, a ir atrás dos meus mais caros sonhos, a me tornar quem eu sempre no fundo fui: uma caminhante que não se cansa das profundezas, de amar e nem de se expor, de chegar junto, de simplesmente mergulhar de cabeça naquilo que acredita e que expande a sua consciência e o seu bem viver! 
A esta bela cidade, que me acolheu e que me mantém apaixonada por ela, faço um brinde. E um outro, ao nosso aniversário de dezessete anos!
Tim-tim, Belo Horizonte! A você e a nós!
Continuemos nesta parceria que me dá tanto prazer e me faz sentir que tudo valeu e - maravilha! - vale a pena!
Escrito por Anitha em 8 de agosto de 2017, às 18h20
Postado por Anitha às 19:58 Descrição: https://resources.blogblog.com/img/icon18_email.gifDescrição: https://resources.blogblog.com/img/icon18_edit_allbkg.gif

sábado, 5 de agosto de 2017

O anonimato...

De uns tempos pra cá, tenho pensado sobre o anonimato exercido por quem visita este meu blog.
E, sendo sincera, tem me causado estranheza essa atitude da pessoa que deixa o seu comentário, mas que o faz sem assiná-lo ou sem dar pistas para que eu possa fazer a sua  identificação com segurança e tranquilidade.
Convenhamos, algo que vai no sentido oposto da proposta desta página.
Afinal, este é o lugar que escolhi há tempos para eu poder expressar livremente as minhas ideias, meus sonhos, fantasias, a minha realidade, ou seja, para dar vazão ao que me vai na alma e para que as minhas emoções, sensações, sentimentos e pensamentos possam brotar de maneira espontânea do meu interior.
É um canal, portanto, aberto à imaginação e à criação e, claro, também às trocas. Na verdade, estas últimas são as que dão vida a este espaço e que a tornam interessante e significativo. Tanto que me sinto feliz e realizada quando leio e respondo algum comentário deixado por quem me dá o prazer de se interessar pelo que escrevo, mesmo isso se dando de maneira amadora e sem outra pretensão a não ser colocar para fora o que quer sair.
Sendo assim, não vejo motivo algum para que essa omissão continue a existir. Até mesmo porque ela demonstra uma falta de posicionamento e de coragem do autor de se responsabilizar pelo que pensa e o que quer dizer.
E, o pior, essa lacuna, deliberada ou não, deixa em suspenso e sempre em dúvida a autoria de tal escrito. O que é muito frustrante por abortar uma possível interação às claras.
E, também, dependendo do teor do texto, isso pode gerar um mal entendido, o que não é conveniente e está totalmente fora de cogitação por não ser o objetivo final.
Assim, não vendo razão que possa justificar essa negligência, peço encarecidamente que, de agora em diante, quem quiser deixar sua impressão, crítica, elogio ou alguma mensagem para mim, por favor, se identifique, para que eu  possa lhe responder de forma individualizada e nominal e, inclusive, para eu poder entender o seu recado, se for o caso.
Confesso que adoro de paixão quando alguém se expressa e  fico realmente sensibilizada pela demonstração de que a vida pulsa nos intervalos das palavras depositadas com afeto aqui.
Ah, em tempo, esclareço, por crer ser importante. 
Quando se vai publicar um comentário, abre-se um quadro com alternativas para se escolher uma delas. A mais fácil das disponíveis é exatamente a do Anônimo. Pode optar por essa, se for do seu interesse, sem qualquer receio. Mas, por gentileza, coloque antes o seu nome e sobrenome, atestando a sua personalidade no corpo do que você escreveu.   
Acredito que posso contar com a sua compreensão, ou seja, que a sua próxima manifestação será assinada e assumida, como deve ser toda matéria de crivo pessoal!
Desde já lhe agradeço!
Abraço,
Anitha
5 de agosto de 2017