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quinta-feira, 19 de março de 2009

* Um Brinde


Decido e divido com você esta resolução.
Comprarei uma taça bem bonita e delicada
A mais linda taça de campeã que houver.
Uma que encha meus olhos
e encante o meu coração.

Sim, uma taça de vencedora
De percalços, labutas, da vida.
Ocuparei o meu justo lugar no pódio.
Primeiríssima.
Medalha de ouro!

É. Sou uma.
Mereço.
Para que falsa modéstia?
Pelo menos, agora não
Não mesmo!.

Na minha caminhada,
Venci batalhas muito difíceis.
Muitas delas, solitária e calada.
Travei combates incompreensíveis para muitos.
Mesmo assim resisti. Lutei.

Outras, várias,doídas para mim.
Algumas raras, sangrentas até.
Mas, necessárias.
Delas não tive como escapar.
Questão de vida ou morte interna.
Para mudança de estado,
De pele, de forma.
Por ideias e ideais.

Perdi a conta das que valeram à pena.
Não foram poucas, bem sei.
Também, em contrapartida,
Em grande quantidade e importância,
Recebi calorosos e sinceros apoios.

Houve, também, é claro,
Aquelas alegres e festivas.
Essas todas, que bom,
Compartilhei a tempo e na hora
Com quem eu bem quis,
Com quem devia e precisava.

Quantas sem perspectiva de vitória.
Mas não podiam ser adiadas,
E nem delas fugir.
Findadas com sucesso ou perdidas,
Foram corajosas em seus objetivos.

Incontáveis vezes,
Entrei em conflito comigo mesma.
Reconheço,
Fui e sou a minha adversária
Mais severa e exigente.

Tantas pelejas
Por paixão
Por amores, por amor.
Algumas pela falta de.

Rompi paradigmas.
Perdi a calma
Fui tomada pela emoção.
Na totalidade pus a alma.

Usei, abusei, me esqueci da razão.
Sem sentido aparente à primeira vista.
Pelos porquês ocultos ou desvelados.
Por mim. Por outros.
Por joias da minha vida.

Teve até empenho
Por quem não fez por merecer.
Mas teve sua valia mesmo assim.
Por ser fundamental
A minha essência fazer sentido.
Por não entender quando há falta de.

Fiz descobertas maravilhosas.
Tive ganhos sem medida.
Quantas buscas valiosas.
O conhecimento do bem e do mal.
Experiências adquiridas e vivenciadas.
Encontros ricos e memoráveis.
Transformações profundas.
Redenções. Trocas.
Perdas. Perdões.

Lutei,
Venci quase todas...
Olhando para trás,
Vejo que precisei disso tudo,
Para me tornar quem hoje sou.

Ah! Mereço.
Como mereço!
Minha luta foi,
É e será sempre,
Tenho convicção disto,
Constante e sem trégua.
Por melhores dias.
Melhor qualidade de vida.
E, sobretudo, esta que,
Sem dúvida nenhuma,
É a mais ferrenha de todas elas,
Tornar-me uma Anitha cada vez melhor...

Então, aproveitando o ensejo,
Feliz e orgulhosamente,
Um brinde a esta aguerrida Anitha!
Tim-tim!
Escrito por Anitha, em 08/05/07

* Quero fazer neste momento um brinde especial ao Ary. Por sua amizade cuidadosa e gentil.
Em 2007, enviei a todos os meus amigos alguns escritos meus. Pois não é que o Ary os guardou e hoje delicadamente me pediu que postasse este aqui. Portanto, tim-tim também a você, meu caro amigo! Tim-tim e a minha gratidão!

segunda-feira, 16 de março de 2009

Amigos!


Amigos! Que bênção!
Amigos, quando de alma são, não se cobram e nem precisam se desculpar. Eles compreendem o não dito assim como as ausências.
É simples! O entendimento nasce e é elaborado pelo coração. Prescindem de palavras e de explicações. Eles, principalmente, levam em conta, em determinadas circunstâncias e instantes, quando uma das partes não está em fase de abundância. Ou porque está em míngua interna; ou por causa do tempo e do espaço que se faz necessário para se ir ao verso do reverso ao encontro de si; ou porque naquele momento simplesmente não se está a fim.
É um fato, entre amigos não existe hiato. Existe sim a certeza do puro e verdadeiro afeto. E isto é tudo. Pouco ou muito, irrelevante. Longe ou perto, pouco importa. A energia da afeição transcende o vácuo, rejeita medidas e vence qualquer limitação.
É! Amigos sinceros intuem também que na vida existem horas de se ir só pra ilha (eu vou sempre pra minha); e ocasiões de proximidade, de optar por estarem juntos, bem juntos. Fazerem trocas. Se nutrirem.
Amigos, amigos de verdade, sentem que se gostam, a despeito de....E estão unidos, apesar de...Escrito por Anitha em 05.02.09