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segunda-feira, 8 de janeiro de 2018

Quisera eu...






Quisera eu poder ser água corrente, simples e ininterruptamente, indo ao encontro do mar. Ah, por certo, me bastaria.   
Nasci, contudo, com redemoinhos, cachoeiras, relevos altos e baixos e um dispositivo projetado a mais. Esse plus me expõe e me faz sentir muito. Em demasia. 
Assim, sem uma regular e constante medida, a tanta água não dou vazão. E as que ficam, represadas, me parece, aos poucos vão ruindo, ruindo e minhas bases cedem. 
E me desfaço. Esmoreço. Adoeço. Perco cor e tom. Desfaleço. Morro.  Renasço. 
Tento...e como tento. Persistente, insisto, me debato, luto e vou fundo. Dai a pouco, eis-me forte, faceira e me acho. De novo. 
Dai, viro mulher valente e enfrento e mato no peito a bola da vez.
Talvez...talvez, em outra vida, eu venha, quem sabe, equipada nem mais e nem menos, para lidar com o que hoje não sei.
Lembro-me de todos os ensinamentos, apesar de existir aqui dentro um buraco que mói palavras, intenções, beleza, alegrias, decepções e dores. 
Da mistura delas, crio textos, para manter o equilíbrio, o humor, aliviar cansaços, frustrações e comemorar tesões e vitórias, quando eles se fazem presentes.
Escrito por Anitha em 8 de janeiro de 2018

sábado, 6 de janeiro de 2018

Só para quem pode...



É! Ser de escorpião, realmente, não é para qualquer um.
É preciso profundidade, coragem, sensibilidade à flor da pele, intensidade, amor à verdade, poder, sensualidade, intuição, destemor, espírito arrojado, resistência, ânimo, mente e coração! Tudo no superlativo!
Ah, tem que driblar o medo e saber mergulhar, se conectar, trabalhar com energias e probabilidades, buscar sem cessar sentido e significados, enfrentar de peito aberto os perigos e obstáculos, desvendar os mistérios da percepção, da morte, do sentir e do viver, renascer das cinzas, enfim, tem que possuir a alma fênix, e assim agir! Sem trégua, sem garantia e com toda a entrega!
Escrito por Anitha em 16.12.2018

Especialmente...



Para você,

Do dia a dia, das descobertas, das boas energias, das baladas, dos telefonemas  intermináveis e sem o crivo da censura, das prosas interessantes, profundas, intrigantes ou das leves e engraçadas, que o vento leva, que vem quando o coração pede, sem aviso e sem precisar chamar ou marcar hora, que divide o seu tempo e faz tudo para que ele possa valer a pena, que auxilia, elogia,  acolhe, acarinha, acrescenta, empresta o ombro, o ouvido e o que eu precisar, que sugere caminhos, filmes e saídas, que aponta acertos, virtudes e erros, que propõe crescimento, estratégias, mudanças, viagens, que incentiva sonhos, ações e autoestima, brinda as vitórias, os recomeços e finalizações, empurra morro acima, segura a onda e a minha mão em momentos cruciais, acha o maior barato ter sintonia, indicar vinhos, livros e é cúmplice dos meus devaneios, loucuras e da minha curiosidade, oferece companhia, carona, para pagar a conta, e, principalmente, para dar o colo quando estou a sangrar por dentro, enxuga as lágrimas quando a comporta transborda, topa qualquer programa, até mesmo os furados e vai fundo nas questões com verdade e sentimento, partilha risadas, pipocas, vinho e ideias, abre espaço na agenda lotada como se tivesse livre e com todo o tempo do mundo, está firme nas rodadas, nas roubadas, nas ressacas, gargalhadas e, sobretudo, nas guinadas, se conecta para melhor ouvir confissões, histórias e fazer trocas, se põe do lado quando preciso de um toque, de um conselho e de um afago, está sempre em prontidão para o encontro em casa, na tela, na sala, na rua, me convida para curtir a vida, um cinema, sorvete, bar ou café, me olha nos olhos e eu acredito em tudo que me conta e diz, pois em tudo põe a alma,  enriquece o meu viver, me oferece o que tem de melhor e faz eu me sentir bonita, poderosa e absoluta, lê com atenção e carinho as minhas bobagens e me motiva a continuar, ri gostoso dos meus causos, tropeços e redenção, brinca, caçoa e mexe nas minhas certezas, quimeras e nos meus cabelos com doçura e carinho, está comigo para o que der e vier, mesmo longe fica sempre perto, tudo expõe de peito aberto e sabe como ninguém conjugar o verbo  doar, 

 a minha gratidão imensa, o meu afeto e o desejo sempre renovado que continuemos nesta jornada compartilhando experiências, interesses, novidades, segredos, graças, mensagens e bem querer!

Que em 2018 possamos estreitar os nossos laços, diminuir as nossas distâncias e ausências e triplicar os nossos encontros e abraços!

 Beijo grande,

Anitha
Escrito em 1 de janeiro de 2018