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quarta-feira, 31 de agosto de 2011

Colo amoroso, quem não quer?

Depois de vários dias com dor intensa, e muito apreensiva com os exames solicitados pelo meu oncologista, esta manhã acordei inteira e aliviada, já que todos os resultados deram negativos para metástase óssea.
Como é natural, nessas ocasiões de espera e de insegurança, meu lado bem mulherzinha me faz sentir frágil, vulnerável, e quero colo. Não de qualquer um.
Anseio por um colo de alguém com poder de tocar os meus sentimentos. Se, além de tudo, ele ainda mobilizar os meus sentidos, aí é o céu, reconheço!
E, também, se me é oferecido de coração sem nenhuma outra intenção que não seja o de me proteger, me acalentar, a minha felicidade se potencializa.
De qualquer forma, com ou sem colo, é surpreendente a minha capacidade de encontrar forças dentro de mim, de me refazer e me reinventar.
Hoje, assim. Amanhã, quem sabe?
É isto! Eu, humana como sou, oscilo e fraquejo. Mas, na maioria das vezes, sou uma pessoa alto astral, otimista, alegre e leve.
E, o principal, seguro bem qualquer onda!!!
Bênção das grandes, que agradeço diariamente nas minhas preces!!!
Escrito por Anitha em 31.8.11

sábado, 27 de agosto de 2011

Homenagem à minha Psicóloga

Querida Cristina,

Hoje, Dia do Psicólogo, quero lhe agradecer por estar caminhando comigo por estradas nem sempre floridas, mas que certamente me levarão a um lugar mais confortável fora e dentro de mim!
Sou lhe grata também por sua delicadeza ao tocar nas minhas feridas expostas,  seu cuidado afetuoso ao adentrar nos sótãos e porões da minha alma,  sua atenção sempre presente para que eu não me perca no turbilhão dos meus sentimentos;  sua ponderação sempre tão pertinente, a qual eu respeito exatamente por fazer parte da sua natureza;  sua técnica tão apurada que contribui sobremaneira para o desvendar daquilo que está tão bem guardado em minha inconsciência e que se revela nos meus atos falhos, nos meus sonhos e nas associações livres que faço;  seu bem querer que permeia todo esse trabalho conjunto para o meu autoconhecimento, objetivando uma melhor visão e um novo posicionamento nas questões abertas;  sua disponibilidade para o imprevisto na agenda; o seu senso de humor que torna o que é me dolorido mais tolerável;  sua inteligência para pontuar ali onde as dores tiveram início e aonde estão sinalizando as possibilidades de cura;  sua firmeza e carinho quando estou fraquejando em minhas reservas de energia, e que, em função disso, deixo-me levar por pensamentos de desistência;  sua pontualidade que me dá segurança;  seu olhar sempre respeitoso - e por que não? - carinhoso- quando lhe barro a entrada a portas que eu ainda não consigo abrir, apesar de tê-la convidado a penetrar nesses compartimentos fechados;  sua compaixão para com as minhas manifestações de desmandos, desatinos e até mesmo os meus entusiasmos beirando a euforia; sua paciência amorosa com os meus atrevimentos, quando ponho limites às suas intervenções, muitas vezes sentindo que naquele local existe um campo minado que pode explodir a qualquer instante, ou porque a angústia está insuportável ou por causa da claridade excessiva para a qual ainda não estou preparada para absorver.
É! Sou-lhe grata, Cristina, sobretudo, por você o tempo todo estar inteira e atenta à minha frente, dando o seu melhor em todos os nossos encontros, para que eu aceite tanto a minha luminosidade quanto as minhas sombras, para que a minha integridade interna seja efetivamente consolidada e a minha qualidade de vida seja uma constante, como eu sempre desejei!
Peço a Deus que lhe cubra de todas as bênçãos, e principalmente de saúde e sabedoria, para que você continue auxiliando as pessoas que precisam do seu olhar compreensivo e da sua mão firme para o manuseio e o direcionamento da lanterna que lança luz no nosso trajeto presente e/ou passado, e que nos impulsiona para um futuro mais risonho e leve!
Que você continue persistente na vivência da sua especialidade para nos ajudar a entender e assimilar que podemos estar e nos sentir na terceira margem, mas que se tivermos vontade e coragem poderemos voltar para a via principal, a qual nos levará sem dúvida à nossa essência e ao nosso Ser sadio e único, o qual nos pertence desde sempre!
Ah! Abaixo tem um endereço para um vídeo, o qual lhe dedico de coração!
Abraço muito amoroso,
Anitha

http://www.youtube.com/watch?v=G3nyiKC6omw&feature=related

quarta-feira, 10 de agosto de 2011

A verdadeira amizade!

Amigos que são amigos do peito, irmãos camaradas, se reconhecem desde sempre, mantêm-se juntos e próximos mesmo à distância.
As afinidades existentes entre eles, inclusive a espiritual, justificam o bem querer e os distinguem numa multidão.
As presenças físicas não são necessariamente relevantes porque, haja o que houver e passe o tempo que for, eles continuam guardados e preservados de todas as intempéries no coração um do outro!
Pois é exatamente assim como eu, Anitha, entendo a verdadeira amizade!

terça-feira, 9 de agosto de 2011

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Obrigada pela confiança, minha querida amiga!
Que momento delicado esse!
Se entendi bem, faltam forças! E sobram sentimentos. De toda espécie. ..Amorosos....Os que machucam lá na pele que reveste a alma...Os que aquecem... Fazem valer a pena....os que unem; àqueles que desagregam. Tão variados...conforme a ocasião e de acordo com o estímulo...Ah! Se prazeroso...ótimo! ...Se põe distância, que triste!
Tanta confusão! Onde mora a paz?
Uma lâmpada mágica ofereceria assim de graça um futuro luminoso...mais seguro e tranquilo...Ou pelo menos daria uma trégua...Poderia indicar percursos não trilhados...Quem sabe até provisão?!?!?
Mas nada! Nenhuma destas por aí dando sopa. Existem sim as opções de cada instante. E cada um com o seu quinhão e a respectiva responsabilidade.
E nessa toada e nesse vai-e-vem, quem colocará ordem dentro? E fora?
A vida segue...às vezes amarga...outras, nem tanto...Talvez - quem sabe? - até mesmo agridoce!
Só há de se evitar a prisão...Interna! Porque daí é difícil de escapar...só mesmo sendo feliz!!!
Torço! Sempre! Que o caminho seja este! O que estiver ajustado com o seu coração!
Beijo grande e carinhoso,
Anitha
Escrito em 9.8.11

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Sentimentos e Fluição...

       Os sentimentos são passíveis de serem avaliados pelo prisma do senso de valor? Por acaso há os bons e os ruins? Aceitáveis e os execráveis? Os convenientes e os nem tanto? A quais deles devemos acatar como legítimos, permiti-los simplesmente? E o que fazer com aqueles que pertencem ao grupo dos não bem-vistos como o ódio, mágoa, tristeza, ira etc.?
      Sabe-se que sentimentos são manifestações vibracionais e emocionais. E eles, mesmo quando tidos como negativos, merecem ser respeitados e acatados desde o nascedouro.
     Assim, o ideal é que sejam vivenciados em sua plena carga de energia quando e no momento em que se fazem presentes intimamente.
     Dando-lhes permissão e os entendendo em sua concepção e significado, aceitando-os e os respeitando, permitindo-lhes  a  expressão natural, vão eles sofrendo mutações. Às vezes de maneira suave e simples. Outras, de sobressalto.
     De uma forma ou de outra, é parecido com o processo que se dá num curso de água que, com chuva ou não, aos poucos, ao aceitar a sua marcha e natureza, chega ao mar, seu objetivo e fim.
     Caso contrário, quando represados, contidos em sua origem ou espontânea corrente, causam incômodo e/ou vão aumentando a sua potência. O mais comum efeito colateral da contenção é o fazer romper as barreiras, arrebentar as comportas. Ou, por analogia, o adoecer. Física, espiritual ou mentalmente.
   Desta maneira, o importante e imprescindível é que de maneira branda ou imediata; brusca ou lenta, o livre sentir aconteça, para haver um benéfico esvaziamento.
   O exercício constante de permitir esta fluidez do nosso sentir nos levará a um estado de alívio. De liberdade. De consciência.
   Sabe-se hoje com precisão que o problema não está no sentir, que é genuíno, mas no que se FAZ com o que se sente.
Escrito por Anitha em 1.8.11