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quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Estória de Carochinha...


Oh! Ao meu ver, alguns homens e mulheres se desencontram tanto em seus anseios e buscas por bobagem. Pura e simplesmente. Veja se você concorda comigo:
A mulher romântica e sensível pra dedéu, bicho bobo, quer romance; e o homem, racional e cabeça fresca, besta a não poder mais, quer sexo sem compromisso...rs...
Daí para resolver esse impasse crucial na vida dos dois, eles fazem que são...,no mínimo, apaixonados. Ele incorpora o personagem...Um Dom Juan...Doce e sedutor. Olhos ternos, palavras escolhidas a dedo, sorri bastante, elogia mais ainda... E, depois de conseguir adentrar a fonte dos prazeres, volta ao normal, e algumas vezes, grosseiramente, até vai embora sem dizer adeus. E ela, feminina e carente como ela só, desde o início, faz que acredita mesmo que internamente desejasse que fosse de verdade...Trata-o como um verdadeiro príncipe encantado...Um cavaleiro da armadura dourada... E se entrega e aproveita o mais que pode...E vira oszoinhos não sei quantas vezes e se dá por satisfeita......rs...
E os dois saciados ficam realizados e felizes...até um próximo...encontro...Com outros, é claro!...
E assim, até lá, ela se sentindo vazia, mas com a pele radiante e os cabelos muito sedosos, assiste a todas as novelas e come algodão doce, cheia de sonhos e de fantasias; e ele, realizado e contente por ter satisfeito os seus desejos e...se sentindo o próprio galã da novela das 9...sai pra vida ao encalço de mais uma que se sujeita a fazer de conta...
O mais? É história da carochinha....rs...
Escrito por Anitha em 25.11.09 às 13:32

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

SOU TANTAS!


Meu amigo, sendo sincera com você, não perca o seu precioso tempo tentando me entender. Têm horas que nem eu consigo. Sou mulher, lembra-se? E várias em uma!
Para lhe dar um subsídio a este entendimento, usarei a frase do poeta americano Walt Whitman, a qual poderá me definir melhor: "...Eu sou imenso. Há multidões dentro de mim...".
Assim sou. Muitas! Tantas, tantas, que nem sei. Tem muito a ver com o tempo, o humor e o meu bem estar ou não. Isso mesmo!
Além do que, como a soma das partes compõe o todo, sou o resultado direto de tudo que me afetou desde o início do início do início que não tem como mensurar.
E desse modo, desde lá, venho sendo. E carregando em mim tudo o que fui. O que sou efetivamente. E o que tenho feito esforço pra me tornar.
Você pode imaginar o tamanho do empenho? Não é mole não, Rapaz! Vai lá saber há quantos mil anos estou nessa empreitada, aqui, nesse nasce e morre, sem parar?...rs...
Pois é, nessa toada tenho lá as minhas dúvidas se conseguirei o meu intento de finalmente me sentir pronta e completa. Até porque no meio do caminho posso resolver dar um novo rumo e ir ao encontro das estrelas, ao invés de continuar caminhando bela e feliz por aí.
De verdade, tenho me esforçado muito para me tornar mais leve, o que não quer dizer mais magra. Pelo amor de deus, isto já é bem mais difícil...rs...
E dentre esses meus nascimentos e inaugurações, tenho levado pra lá e pra cá, o tempo todo, as minhas pendências e delas nem queira saber. Só as conto no confessionário, se for obrigada. Ou se for torturada. Pensando bem, ai, ai, não!  Detesto sentir dor!
As qualidades também, poucas. Miúdas. Minguadas ainda, não obstante, ter adquirido algumas de peso e que fazem a diferença.
Defeitos, muitos. Os mais variados. E não me orgulho disso, de forma nenhuma. Sei que os atuais ainda tento que trabalhar duro para deles dar cabo. Ou - quem sabe? -  para atenuá-los. Ou, caso eles não tiverem solução, o jeito será tentar dar-lhes uma cara mais delicada. Soft. E rapidamente passá-los para a categoria de... charme! 
Já os do passado têm me servido como referência e aprendizado, experiência que levo em conta no presente.
Conquistas pessoais, estas, de fato, me provocam sentimentos de orgulho e de satisfação. Natural. Exigiu esforço, foco e garra. Então, fiz por merecê-las! Viva!
Certezas? Algumas. No momento a que mais se destaca é a minha capacidade de amar! E, igualmente, a despeito do desamor coletivo e da falta de solidariedade entre os nossos pares, o gostar de gente de todo tipo e ser adepta do ser e do fazer feliz! Sem restrições!
Temores? Nesse quesito pode me considerar bem corajosa. Nem medo de barata e rato eu tenho, veja só!...rs...
Ousadia? Ah! adooooro! E fala sério! Como a vida ficaria sem graça sem ela. E por possuir essa característica bem peculiar, dizem, me torno mais interessante. Vai lá saber. Contudo, faço que acredito!
Desejos? Não vivo sem. Oh, trem interessante! Alguns bem inocentes; outros, porém, inconfessos e, por isso mesmo, guardo-os a sete chaves e de vez em quando os perco, para poder ganhar brilho nos olhos e arrebatamento. ih! Fiquei corada! Eta coisa boa!
Reticências. Uso-as sem pudor e sem pedir licença. Quer saber? Abuso delas mesmo. Com vontade!!!
Ponto final. Isto é assunto sério demais pra mim. Fato! Desde que me tornei gente que já podia beijar na boca. Tanto que jamais começo uma história sem pôr fim na anterior. É! Por uma questão de consideração e respeito, os mesmos que reivindico e quero pra mim.
Interrogações são o meu alimento e me ajudam a evoluir. Pouco a pouco. No meu tempo e de acordo com a minha capacidade e entendimento. Eles também têm me feito seguir em frente, esperançosa por dias melhores.
Bem-quereres?  Elementar, caro Watson! A gente precisa ter o coração aquecido e, em contrapartida, aquecer, não é?  E o que seria da vida sem este conforto e esta garantia?
Alegrias? Se não as tenho as crio. Em série, para durarem mais, que de boba eu não tenho nada. ou penso não ter, o que é pior, né?
Belezas? As que estão nos meus olhos, pois é sabido que o que está dentro está fora, daí...
Lugares onde estive. Todos, sem exceção, me acrescentaram algo valioso, me engrandeceram.
Pessoas com as quais convivo hoje ou já convivi. A todas sou grata. Sem nenhuma distinção.  Pelo bem ou pelo mal que me fizeram. Apesar que, na verdade e por questão de afinidade e de energia, sempre somente atrai pessoas de bom caráter e do bem. Tomara que essa sorte perdure no tempo!
Ufa! Por hoje está de bom tamanho, não é não?
Vou, agora, cuidar da vida. 
Até! 
Beijos, 
Anitha
Escrito por Anitha em 18.11.09