Era uma vez, num reino não muito distante, uma pessoa aficionada com o cinza. Para ela só existia essa cor. Por mais que se
tentasse lhe mostrar que o matiz ia além, ela se recusava a se abrir
para acolher as outras cores em seu coração.
Essa resistência a impedia de enxergar as várias possibilidades do mundo colorido. E, claro, seu universo se tornava bem restrito.
Era triste, porque não se notava nenhum esforço de sua parte para perceber o contraste, a abundância e nem a beleza da pigmentação da natureza. Ela simplesmente era incapaz e negava as evidências, apesar de não haver em sua estrutura física ou mental nada que lhe impedisse de deixar a coloração penetrar em sua vida. Tudo ao seu entorno tinha realce e multiplicidade de forma e de nuances, mas não pra ela. Seus olhos e sentidos não captavam tanta fartura. Ela havia se trancado para essa abundância - quem sabe o por quê? - talvez, por medo.
Assim, sem se questionar ou procurar compreender essa dificuldade em absorver todo o esplendor que a vida lhe oferecia, se fechava em copas e, feito um disco arranhado, garantia que só reconhecia aquela tonalidade sombria e melancólica. Essa atitude lhe empobrecia, ela reconhecia, porém não sabia como vencer aquele empecilho autoimposto há bastante tempo.
De vez em quando, uma fada muito branquinha, bem humorada e cheia de boas intenções, trazia-lhe, como incentivo e para lhe instigar, flores, paisagens e até textos, poesias e canções, para lhe demonstrar que havia um mundo esplêndido fora e dentro e que ela poderia expandir o espectro das cores, se quisesse, para o seu próprio ganho particular, para sair da zona de conforto e daquele estreito círculo que a diminuía, deixava-lhe sem atrativos e sem conteúdos a oferecer e, sobretudo, enfeava a sua realidade e a restringia ao seu repetidíssimo termo monocromático.
Então, a boa maga, apesar de se sentir frustrada com tamanha insistência dela na falta de repertório, persistia na ideia de lhe mostrar o quanto ela poderia se tornar mais interessante, rica e poderosa se permitisse deixar a luz invadi-la para, assim, refletir externamente uma criatura mais plena.
Pois é, nesta altura do campeonato, cabe a ela - só a ela - pensar, refletir e chegar à conclusão do que lhe convém, do que lhe pode ser acrescentado e lhe enriquecer. Se há interesse de sua parte em ultrapassar o óbvio, o conhecido e ousar cavar espaço para o diferente, para trazer graça e leveza a si e ao seu dia a dia e para que esta história possa caminhar para um final surpreendente, quiçá, feliz!
Essa resistência a impedia de enxergar as várias possibilidades do mundo colorido. E, claro, seu universo se tornava bem restrito.
Era triste, porque não se notava nenhum esforço de sua parte para perceber o contraste, a abundância e nem a beleza da pigmentação da natureza. Ela simplesmente era incapaz e negava as evidências, apesar de não haver em sua estrutura física ou mental nada que lhe impedisse de deixar a coloração penetrar em sua vida. Tudo ao seu entorno tinha realce e multiplicidade de forma e de nuances, mas não pra ela. Seus olhos e sentidos não captavam tanta fartura. Ela havia se trancado para essa abundância - quem sabe o por quê? - talvez, por medo.
Assim, sem se questionar ou procurar compreender essa dificuldade em absorver todo o esplendor que a vida lhe oferecia, se fechava em copas e, feito um disco arranhado, garantia que só reconhecia aquela tonalidade sombria e melancólica. Essa atitude lhe empobrecia, ela reconhecia, porém não sabia como vencer aquele empecilho autoimposto há bastante tempo.
De vez em quando, uma fada muito branquinha, bem humorada e cheia de boas intenções, trazia-lhe, como incentivo e para lhe instigar, flores, paisagens e até textos, poesias e canções, para lhe demonstrar que havia um mundo esplêndido fora e dentro e que ela poderia expandir o espectro das cores, se quisesse, para o seu próprio ganho particular, para sair da zona de conforto e daquele estreito círculo que a diminuía, deixava-lhe sem atrativos e sem conteúdos a oferecer e, sobretudo, enfeava a sua realidade e a restringia ao seu repetidíssimo termo monocromático.
Então, a boa maga, apesar de se sentir frustrada com tamanha insistência dela na falta de repertório, persistia na ideia de lhe mostrar o quanto ela poderia se tornar mais interessante, rica e poderosa se permitisse deixar a luz invadi-la para, assim, refletir externamente uma criatura mais plena.
Pois é, nesta altura do campeonato, cabe a ela - só a ela - pensar, refletir e chegar à conclusão do que lhe convém, do que lhe pode ser acrescentado e lhe enriquecer. Se há interesse de sua parte em ultrapassar o óbvio, o conhecido e ousar cavar espaço para o diferente, para trazer graça e leveza a si e ao seu dia a dia e para que esta história possa caminhar para um final surpreendente, quiçá, feliz!
Tomara! Porque ela, respeitando o seu direito de escolha, não usará de seus poderes mágicos para fazê-la mudar de perspectiva, mesmo no fundo torcendo para que essa realidade tome um novo rumo, e essa teimosa abra de vez os seus semicerrados olhos!
Escrito por Anitha em 9 de dezembro de 2019


