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segunda-feira, 30 de novembro de 2015

Fontes e Relacionamentos


Todo relacionamento que se inicia imagino-o como uma nascente de águas. Dessas fontes que nascem em terrenos férteis ou estéreis. Matas abertas ou fechadas, misteriosas ou expostas, cheia de folhagens ou descampadas.
Algumas delas logo secam. Não há profundidade e nem chuva para lhes tornar mais caudalosas. Falta-lhes receptividade e entrega.
Outras têm que só conseguem força para formar lagos. Águas com escasso movimento e também pouco renováveis. A essas sobra-lhes comodidade e lhes falta disposição para romper os limites e as fronteiras.
Há ainda aquelas que jorram e formam cachoeiras de águas límpidas, frescas, que lavam a alma. Essas trazem alegria, renovação e encantamento.
E existem aquelas, as mais interessantes, que dão vida aos rios, rios esses que seguem seu curso natural para desaguar no mar. 

Elas contornam, vencem obstáculos, têm muitas variações de fluxo e refluxo ao longo do caminho mas não desistem, seguem em frente confiantes que chegarão ao objetivo maior, que é se encontrar com o mar. 
Essas cumprem o seu destino. São necessárias, doadoras, abençoadas e abundantes.
Fazem a diferença pois modificam paisagens, umedecem e arejam os ares e os solos, oferecem condições de plantio, alimentação, viagens e trocas. Dão sentido e direção. Propiciam milagres e riquezas. Dão  e transformam vidas! Engrandecem. Unificam-se e nesse próprio ato se expandem!
Assim como as águas são os relacionamentos.
Uns, de vida curta, são natimortos; outros têm reduzido fôlego. Alguns mais alegram o coração por um tempo, e, enfim, há aqueles  predestinados a serem fecundos e transformadores, enriquecendo sobremaneira a vida dos que para eles se entregam.
Escrito por Anitha
Em 30 de novembro de 2015