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20 outubro 2017

Tudo ou Nada...

A energia se faz presente. Discreta. Vigorosa.
Faltam palavras, entonações, olho no olho, verdade, aquele algo a mais!
Já toques sutis e contidos, ah, esses sobram. Leituras persistentes sugerem uma ininterrupta marcação de território e um entrelaçar de fios. Invisíveis, mas tecem uma realidade paralela.
Um tête-à-tête provavelmente escancaria o encoberto e abriria a possibilidade de tornar o ar rarefeito. Transmutação, talvez.
Cartas na mesa. Lance corajoso. Arriscado. Há que se ter peito. Audácia. Visão.
Evidenciar. Rasgar papéis. Descerrar coração. Sem pudor ou resguardo. Virar  o jogo. Um tudo ou nada!
Gestos econômicos e/ou ato pela metade preferível a desistência. Um seguir em frente. E o esquecimento do que se imaginou, do que poderia vir a ser...Sem dramas. E sem olhar pra trás!
Para movimentar o pêndulo dos acontecimentos, de qualquer forma, há que se ter vontade. 
Um querer sentido, intenso, visceral. Definitivo!
O desabrochar tanto pode se dar num crescente passo a passo ou ser abortado, vigorando a alternativa do nunca mais.
Qualquer uma desencadeará ações e reações. Ajuste de propósitos. E a imprescindível consciência. A abrangência da causa, do momento, da importância.
Somente o tempo, com seus mistérios e porquês, esclarecerá a retrospectiva. As atitudes, a rota, o enredo e o desfecho da história. E até mesmo justificará um porvir inesperado, se houver.
Se tudo encerrado, pois bem, nada a acrescentar, ponto final!
E, aproveitando dos recursos adquiridos ao longo do caminho, poderá ser viável  - e até aconselhável - a feitura de um novíssimo capítulo. Melhor, um conto virgem.
Gosto do encanto da inauguração de um acontecer a ser desvendado, elaborado, criado, construído a partir do vivido!
Farei! A quatro mãos ou com as minhas duas somente!
Escrito por Anitha em 20 de outubro de 2017

02 outubro 2017

Vida, bela vida!...



Vida, bela vida! Esta vida é surpreendente por si só. E acontecem situações que mais ainda acentuam essa sua característica.
Não sei que nome dar. Alguns dizem ser coincidência; outros, sincronicidade. 
A primeira seria a descrição da familiaridade de eventos sem que entre eles houvesse relação de causa ou consequência. Já a outra, de uma abrangência mais holística, seria usada para definir acontecimentos relacionados por energia, significado e não por ligação de origem e efeito. 
Não sei. Só sei que sempre me espanta quando sou a protagonista de fatos que me parecem intrigantes e até mesmo sem lógica. 
Como, sem mais nem menos, aleatoriamente, abrir um arquivo de vídeos antigos, os quais, na ocasião, mexeram comigo, e me deparar dai a pouco com parte dele exposto em outro lugar e num contexto totalmente diferente. E, mais uma vez,  sentir a mesma sensação estranha.
Também, num dia qualquer, por pura curiosidade, ao olhar na página de uma amiga numa rede social a foto de um casal que mal conheço e ao clicar para vê-la  melhor me deparar no fundo com a presença de uma pessoa muitíssimo próxima, entretanto que não tem feito parte da minha rotina, num cenário  - estranho a nós duas - sem que nem ao menos ela suspeitasse de sua participação. 
Convenhamos, neste mundão de Deus, temos mais de sete bilhões de pessoas e numa rede social um contingente que alcança mais de dois bilhões, portanto, é algo mesmo para provocar assombro, no mínimo, dar exatamente com essa pessoa específica. Até porque essa minha amiga tem mais de quinhentos amigos e esse casal nem faz parte do rol de suas amizades nesse site. E, mais, foi a primeira e única vez que um amigo em comum postou foto deles na página dela. 
Hoje, ao acordar, pensando carinhosamente em alguém, o qual não vejo há muito tempo e nem notícias dele eu tinha, eis que o celular toca e quem estava me chamando? Pois é. Assim, sem eu precisar fazer qualquer movimento nesse sentido ou me estender em devaneios saudosos.  
É! São exemplos simples, mas que servem para ilustrar de longe o que vira mexe me acontece. 
E, sem exceção, todas as vezes que ocorre um fato desses, fico pasma. 
E encantada com a forma que o Universo usa para nos sintonizar e nos despertar para ocorrências para as quais andamos desatentos, assim como nos alertar para aquelas pessoas, caras e queridas, que terna e  silenciosamente habitam o nosso interior, mas que de alguma maneira temos sido relapsos  não lhes dando a merecida atenção.
Ah, não posso deixar de considerar, também, que podem ser lembretes sutis e pontuais para nos fazer rever distâncias que temos mantido de partes nossas relevantes  e que fazem diferença em nossas vidas.
Seja como for, saúdo essas vibrações divinas que me dão chacoalhões e que me põem diante das infinidades de possibilidades que posso ter diante de mim, para explorar, entender, captar, entrar em contato e para usá-la a meu favor e em benefício de quem comigo convive!
Escrito por Anitha em 2 de outubro de 2017