Faltam palavras, entonações, olho no olho, verdade, aquele algo a mais!
Já toques sutis e contidos, ah, esses sobram. Leituras persistentes sugerem uma ininterrupta marcação de território e um entrelaçar de fios. Invisíveis, mas tecem uma realidade paralela.
Um tête-à-tête provavelmente escancaria o encoberto e abriria a possibilidade de tornar o ar rarefeito. Transmutação, talvez.
Cartas na mesa. Lance corajoso. Arriscado. Há que se ter peito. Audácia. Visão.
Evidenciar. Rasgar papéis. Descerrar coração. Sem pudor ou resguardo. Virar o jogo. Um tudo ou nada!
Gestos econômicos e/ou ato pela metade preferível a desistência. Um seguir em frente. E o esquecimento do que se imaginou, do que poderia vir a ser...Sem dramas. E sem olhar pra trás!
Para movimentar o pêndulo dos acontecimentos, de qualquer forma, há que se ter vontade.
Um querer sentido, intenso, visceral. Definitivo!
O desabrochar tanto pode se dar num crescente passo a passo ou ser abortado, vigorando a alternativa do nunca mais.
Qualquer uma desencadeará ações e reações. Ajuste de propósitos. E a imprescindível consciência. A abrangência da causa, do momento, da importância.
Somente o tempo, com seus mistérios e porquês, esclarecerá a retrospectiva. As atitudes, a rota, o enredo e o desfecho da história. E até mesmo justificará um porvir inesperado, se houver.
Se tudo encerrado, pois bem, nada a acrescentar, ponto final!
E, aproveitando dos recursos adquiridos ao longo do caminho, poderá ser viável - e até aconselhável - a feitura de um novíssimo capítulo. Melhor, um conto virgem.
Gosto do encanto da inauguração de um acontecer a ser desvendado, elaborado, criado, construído a partir do vivido!
Farei! A quatro mãos ou com as minhas duas somente!
Escrito por Anitha em 20 de outubro de 2017


