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quarta-feira, 2 de maio de 2012

Nós, os poderosos!

Meu caro,

Compartilho da sua tristeza com a desigualdade e desunião que imperam neste nosso mundo....
Concordo, em grau, gênero e nº com o seguinte enunciado:

"Para onde vamos depende da vontade humana - não é algo predestinado, não é um ato de qualquer coisa fora (do controle) da humanidade, está em nossas mãos".
Sim! Eu, você, nós, e também nossos filhos, nossos vizinhos, somos os detentores das modificações a serem implementadas cotidianamente, diga-se de passagem.
De nada vale bradar o nosso desagrado aos sete ventos se não tomarmos ao nosso encargo atitudes reais para efetuar mudanças em nossos hábitos. Muitos deles desastrosos e desnecessários. E sejamos honestos! Quantos deles já vem se perpetuando, graças a preguiça, ignorância e/ou inércia, de geração a geração, sem que a cadeia se quebre? 
Assim, para que a realidade seja outra, mais benéfica, nivelada em todos os sentidos, irrestrita, temos que abrir a mente, arregaçar as mangas, ser decentes, ter coragem para sair da nossa zona de conforto. Ir à luta! Inclusive, e essencialmente, contra os nossos defeitos, comodismo e as nossas eventuais falhas de caráter. 
O aperfeiçoamento tem que começar dentro de nós, das nossas casas, do nosso país...
Importante não nos esquecermos que a conscientização individual e coletiva têm o poder transformador, e são, sem sombra de dúvida, capazes de efetuar melhorias, resolver pendências e trazer soluções que jamais pensaríamos sem elas.
Avante, pois, Rapaz! 
Você, eu, nós podemos fazer a diferença. Como? Agindo com discernimento e responsabilidade seja em que esfera for, pública ou particular. Escolhendo um viver mais simples, natural e menos, bem menos consumista. Envolvendo-nos de forma criteriosa nas questões que possamos interferir e que possam ter consequências em nossas vidas e nas de outras pessoas. Abrindo-nos para o outro, colocando-nos em seu lugar e sendo sensíveis aos seus problemas e dificuldades, e, com esta empatia aflorada, sermos prestativos. Não paternalista, mas solidários e úteis na medida adequada. Também, exigindo os nossos direitos e cumprindo com os nossos deveres de forma sistemática e ética. Sendo  pessoas de caráter e cidadãos participativos. Honrando nossos compromissos, nos interessando e nos envolvendo sensatamente nas questões políticas, sociais, econômicas e humanas, e, principalmente, levando muito a sério as nossas opções, votos e atos. Sendo atuantes e íntegros, e, sobretudo, prestando atenção e nos dedicando ao nosso crescimento interno e a nossa evolução espiritual.
Assim, atentos às nossas demandas internas, às nossas boas índoles, e nos preocupando com o bem geral, além do nosso, poderemos ter olhos e ações reais para alcançar de maneira bem própria os que se encontram à margem das oportunidades, e, talvez, da vida!
Já não é de hoje que sabemos que no micro encontra-se o macro, e o inverso é verdadeiro. 

Portanto, em nossas miudezas e insignificâncias,inconsequências e desatinos, devemos atentar para o efeito de nossas escolhas. 
E mais do que tudo, saber que o bater de asas de uma borboleta aqui ressoa e repercute lá longe, aonde, talvez, nem possamos cogitar de tão distante...
Sempre com carinho,
Beijo,
Anitha
Escrito em 27.4.12