“Ou isto ou
aquilo”, poesia singela de Cecília Meireles, exemplifica bem essa
situação.
Às vezes, é
muito penosa essa tarefa de optar entre duas e até mesmo mais alternativas.
Quando elas
dizem respeito às coisas relevantes da vida, como assumir uma relação ou
deixá-la de lado, ter filhos ou ficar livre e solto, terminar o relacionamento
ou dar-lhe continuidade, definir objetivos que possam impactar o presente e, lá
na frente, o futuro, mudanças importantes, sejam elas quais forem, dentre
outras tantas coisas, quanto desgaste se pode ter.
E não é
para menos, pois, afinal, não tem jeito, em toda opção está embutida perdas. Se
grandes ou pequenas só o tempo revelará.
Dureza
mesmo é quando, além do prejuízo não poder ser aferido, é ainda
irreversível.
Sendo
importante, o que fazer para amenizar os efeitos desgastantes e adversos
contidos no processo da escolha?
Aquietar-se
e escutar o coração pode ser a melhor ideia. Sobretudo, se a intenção for se
conectar com o que for verdadeiro e necessário dentro de um contexto maior.
Aliás, nesse caso, em particular, não há outro recurso.
De qualquer
maneira, é recomendável que se faça uma avaliação criteriosa e prévia, se
possível, dos efeitos, da mira, e, sobretudo, do poder para bancar tal
empreitada.
E se
decidindo por uma, após efetivá-la de fato, ter a consciência tranquila de que
se fez a melhor ou, na pior das hipóteses, a que se teve capacidade de bancar,
levando-se em conta o momento e a situação vivida.
É natural
que tal esforço requeira coragem. Atitude. O definir algo, apesar de...
...Tem
outra coisa.
Há de se
atentar que a não escolha pode ser considerada como uma ação. Paradoxalmente, a
da inércia.
Contudo,
aprendi a duras penas que o não decidir é corrosivo, e atua como se houvesse um
machado afiado sempre prestes a cair e cortar a cabeça.
E, o pior,
a indecisão esfacela de forma sorrateira, e aos poucos, a autoestima e o tesão
pela vida.
Sendo
assim, hoje, não tenho mais dúvida.
A despeito de todos os obstáculos internos, e
até mesmo externos, o melhor ainda é mergulhar dentro de si, buscar força,
respirar fundo e, de peito aberto, optar pelo que faça sentido e possa tornar o
viver um fluir agradável e pleno, já que para isso cá estamos nesta jornada
espiritual.Escrito por Anitha em 09 de fevereiro de 2008

