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domingo, 1 de setembro de 2013

Setembro...

Setembro, doce setembro
Seja muito bem-vindo
Nos campos, nos vasos, 
Em qualquer  espaço
Na alma, no coração!

Você traz consigo
Nos seus genes, na sua maneira de ser,
A profusão de cores e possibilidades.
Rompe a barreira da inércia
Inunda o ar de cheiros e delicadezas
E explode em beleza e magia!  

Com o seu belo e simples exemplo 
De respeitar todas as fases
Dar tempo ao tempo
Usar a humildade
Para se transformar toda em doação
Faz-nos sentir conectados com o Todo
Mais luminosos
E cheios de boa vontade!
Escrito por Anitha em 1 de setembro em 2013

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Gratidão...

Acordei hoje com o coração inundado de gratidão. Principalmente a este mundo de incertezas com que Deus nos agraciou que nos abre campos de possibilidades e tudo pode acontecer. 
É lindo isso, não?  Para mim é absolutamente fascinante! 
Tudo é probabilidade, desde que estejamos abertos e queiramos, para  que o Universo, assim, conspire a favor.
Escrito por Anitha em 30 de agosto de 2013

quinta-feira, 22 de agosto de 2013

Meu Epitáfio...



Dias desses dei pra pensar o que gostaria que fosse escrito na minha lápide quando chegar a hora do meu adeus definitivo.
Isso se eu for enterrada da forma tradicional e o rito funerário for seguido à risca. 

Terão, aí, claro, que se preocupar com caixão, velas, músicas próprias para velório - nada solene, ao contrário, quero músicas lindas e suaves - e flores - aliás, muitas flores e música, porque adoooooooooro! - e tudo o mais que poderá tornar inolvidável os meus derradeiros instantes aqui na Terra. 
Inesquecível não pra mim, lógico! Para todos aqueles que permanecerão firmes por estas paragens de Deus após a minha partida.
A história será bem outra se eu optar por ser cremada. Porque aí o processo em si e as providências precisarão ser direcionadas para obter uma finalização mais rápida.

Nesse caso, posso opinar hoje qual destino eu gostaria que eles dessem para as minhas cinzas mortuárias. 
Serão jogadas ao vento, ao mar, servirão de adubo para novas flores ou árvores, guardarão em uma caixa preciosa para todo o sempre ou serão espalhadas aleatoriamente de cima de uma montanha? 
Ah, me deixaria muito contente se elas fossem espalhadas no Bairro Residencial Santa Rita, especificamente ao pé das árvores que enfeitam a Praça que recebeu o nome do meu pai, meu eterno e saudoso amor! Seria uma forma simbólica de ficar perto dele pra sempre, já que ele nunca saiu de dentro de mim!
Seja como for, entretanto, quero voltar ao devaneio que deu origem a este texto...
Quero crer que algumas pessoas muito afetivas farão questão de me fazer esta homenagem póstuma.
E todas elas, creio eu,  se lembrarão da minha sensibilidade - muitas vezes exacerbada-  como o que mais se destacou em mim durante a minha estada por aqui. 

É um fato! Ela, no decorrer de minha vida e ainda nos dias de hoje, me traz muitas alegrias e ao mesmo tempo me causa muitos dissabores...
Levando em conta o lado mais ensolarado, os que me conhecem sabem que capto e percebo sem querer ou sem esforço: sinais, leituras gestuais, faciais e corporais  imperceptíveis a pessoas desatentas. Consigo decifrar mensagens transmitidas sutilmente e reconhecer vibrações diferentes. Dizem que tenho olhar de raio X que facilmente detecta o que está lá dentro guardado de forma insuspeita. Intuições e deduções que me aproximam demais do indizível, do imaterial. Um conhecimento dos mistérios e segredos da natureza humana que não foi aprendido nos bancos escolares.
Em oposição a esse meu talento nato, muitos melindres, afastamentos e rompimentos. Quantos se sentem indignados ao ver que uma palavra mal colocada me fere profundamente, coisa que, para muitos menos emotivos do que eu, não teria o menor problema. 

E, nessas ocasiões, quando me sinto machucada, a consequência imediata ou é o choro extravasado ou a frieza da indiferença. Muitas vezes quando a rispidez é intencional e sem razão, tenho até vontade de sumir, evaporar, tamanha a minha dor!
Ou ainda o meu faro aguçado para descobrir coisas encobertas, falsas ou que não prestam. Hora há que a minha antena psíquica, sem alarde ou aviso, pesca que o interlocutor na minha frente não é confiável ou que mente usando o melhor dos seus sorrisos. Se isso se dá com pessoa do meu círculo de amizade é insuportavelmente dilacerante!
Apesar de tudo, entretanto, tenho que admitir que o saldo é positivo, pois de uma forma ou de outra sempre há muito aprendizado!
Também, é certo, não poderia ser diferente tendo eu os números 6,  7, 11 no meu Mapa Numerológico e no Astral o  Sol e Mercúrio em Escorpião e Ascendente em Peixes. 

 
Mapas com essas disposições nos revelam sentimentos a flor da pele, percepções extrassensoriais e a capacidade inegável para ver além das aparências, do que é falado e transmitido de maneira consciente. 
Por tudo isso, queridas pessoas que cuidarão do meu sepultamento (evento esse que desejo que só se torne realidade daqui a uns bons anos), fiz questão de lhes ajudar, e, inclusive, lhes esclarecer que cheguei à conclusão que não poderá ser outro o escrito no meu túmulo a não ser este que lhes apresento agora:

             "Aqui jaz a sensibilidade em pessoa!"


Escrito por Anitha em 22 de agosto de 2013

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Experiência


Experiência adquire-se
Na travessia

Na repetição
Na novidade
Na caminhada
No tempo decorrido.


É salutar
Experimentar
Se jogar
Se abrir
Atentar
Para os ensejos.

Necessário é
Aprender olhar pra trás
Estar no Aqui e Agora
Almejar dias vindouros.


Usar e abusar
Do discernimento
Bom senso
Atitude
Sabedoria
Do agir.

Começar
Tentar
Acertar
Errar
Reiniciar
E nem é preciso
Essa ordem seguir.


Extrair
Da situação
Hora e momento
A real lição.
O que prestou
Útil
Necessário
Bom
Mal
Foi.
Enfim,
O que valeu?
Escrito por Anitha em 8.4.13

Sexualidade Pessoal x Sexualidade Alheia


Dr. Drauzio Varella, médico oncologista e um profissional comprometido com a verdade, que usa de seu talento de escritor e comunicador inato para esclarecer assuntos relevantes e para levar o conhecimento àqueles que de alguma maneira não o têm, num texto inteligente intitulado "Homossexualidade", diz, dentre outras coisas interessantes, que:
 "...mulheres e homens em paz com a sexualidade pessoal costumam aceitar a alheia com respeito e naturalidade".
Concordo com ele!
É elementar reconhecer que o desejo é algo subjetivo e que cada um lida com o seu da forma como quer e pode. E a nós cabe o dever e a generosidade de admitirmos esse direito amplo e irrestrito.
Eu sou hétero! Por opção? Não!!! Nasci com esse interesse. Desde sempre homens, somente homens, me atraíram. Porém, acredito que poderia ser outra a história se tivesse nascido com a alma e anseios masculinos.
No meu entendimento, não é uma questão de preferência mas de espírito! E esse nós não escolhemos.
Portanto, assim ou assado, bi ou como for, a realidade é que se sentir bem consigo mesmo e com as próprias escolhas deve ser a principal meta de todos nós. 
O resto...que resto? 
Faz parte do pacote, priorizarmos e cuidarmos do que a nós diz respeito, ou seja, da nossa felicidade, e deixarmos aos outros a incumbência de ser como são e dão conta! Simples assim!
Escrito por Anitha em 5.4.13