Em
uma plena quinta feira de fevereiro, reencontrei duas amigas muito queridas que há tempos não via.
Marcamos
para nos encontrar no charmoso Café Benzadeus, para matar as saudades e aquecer os nossos
corações com o calor da amizade.
Foi
uma pausa enriquecedora no meu dia a dia. Afinal, além de muitas risadas e
confidências, aprendo muito com essas meninas! Belas mestras da vida!
Hoje,
a mais nova, com toda a sua sensibilidade, me presenteou, via e-mail, com este
interessante texto de Eduardo Galeano, jornalista e escritor uruguaio:
"Um
homem da aldeia de Neguá, no litoral da Colômbia, conseguiu subir aos céus.
Quando voltou, contou. Disse que tinha contemplado, lá do alto, a vida humana.
E disse que somos um mar de fogueirinhas.
—
"O mundo é isso. Um montão de gente, um mar de fogueirinhas. Cada pessoa
brilha com luz própria entre todas as outras. Não existem duas fogueiras
iguais. Existem fogueiras grandes e fogueiras pequenas e fogueiras de todas as
cores. Existe gente de fogo sereno, que nem percebe o vento, e gente de fogo
louco, que enche o ar de chispas. Alguns fogos, fogos bobos, não alumiam nem
queimam; mas outros incendeiam a vida com tamanha vontade que é impossível
olhar para eles sem pestanejar, e quem chegar perto pega fogo." (Traduzido)
E
não é que nós três temos luz e brilho? Brilho principalmente no olhar, o que
nos diferencia da massa tristonha. E benção das grandes, às vezes, com o nosso
fogo ousamos incendiar...
Pois
é, sem falsa modéstia, o fogo interno abunda em nós, apesar de algumas vezes
termos que nos entender com as nossas sombras.
Contudo
como somos corajosas e arrojadas nos damos permissão para alterná-las sem
pudores ou receios, quando preciso.
E
neste processo contínuo de nos desvendar, de levantar véus, conscientizamo-nos
de nossas incongruências e, também, de todas as nossas infinitas
possibilidades. E o fogo expande....
Uau!
O mundo nos pertence!
Viva
nós que um belo dia lá atrás nos reconhecemos como almas afins. No exercício da
escolha comum de nos doarmos, despimo-nos. E nesse processo de
autoconhecimento, ficamos amigas! Amigas de coração!
Nessa
caminhada rica, que teve início lá atrás, o que nos aproximou continua
até hoje a fazer sentido.
E,
assim, prosseguimos em nossas trocas
significativas e nessa sintonia que justifica o nosso tão bem querer!
Obrigada
a vocês duas por tudo!
Beijo,
Anitha
Escrito
em 27.1.12


Um comentário:
Me deu saudades, Aninha, dos nossos encontros e papos.
Qualquer dia apareço por aí pra te ver minha amiga querida. Mil beijos da Rita
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Beijo,
Anitha