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19 maio 2010

A Complexidade da Vida...



A vida é bela, justa e, resolutamente, tem efeito bumerangue!
Deveras,  um novo amanhecer, além do encantamento e deslumbre, traz consigo infinitas possibilidades.
A natureza  em  sua totalidade  busca o equilíbrio das polaridades e das suas forças antagônicas.
E, é certo, tudo o que aqui fizermos, de uma forma ou de outra, para o bem ou para o mal, receberemos de volta e, queiramos ou não, sofreremos o  efeito das causas e as suas consequências.
Escrito por Anitha em 18.05.10
Postado por Anitha quarta-feira, Maio 19, 2010

02 maio 2010

O resgate um do outro...



Ao terminar um relacionamento, mesmo que tenha sido por consenso, dificilmente esgota-se de imediato todo sentimento que unia o casal. 
É prudente e saudável antes de engatar uma nova relação dar o tempo necessário para que as questões internas possam ser percebidas, trabalhadas e, se for o caso, exauridas ou colocadas no campo das soluções definitivas. 
Existe a hipótese de que nesse intervalo sabático para os dois, possa acontecer do querer mútuo ressurgir e os dois, saudosos, terem os corações abertos e as mágoas, se fizeram parte do script, se tornarem secundárias.
No frigir dos ovos, eles até podem chegar à conclusão que ser feliz é o que importa. Que junto é bem melhor, principalmente quando levam em conta a história em comum, o lastro e tudo o que fez sentido um dia para que eles, lá atrás, pudessem ter se unido.
Nessas condições, é natural que os parênteses sejam fechados, para que desejos, conversas, propostas e projetos passados e futuros se adequem ao momento presente e, desta forma, possam ser expostos e clarificados. Necessário zerar a equação para dar início a um compromisso arejado, com novos termos e com a intenção que tudo dê certo desta vez!
Assim é a vida. Nada é em vão. Tudo tem a sua razão de ser. 
E, com vontade e privilegiando os motivos para a reconciliação, as peças do quebra-cabeça vão se encaixando num ajuste mais apurado e o que gerou o afastamento perde o valor se transformando em adubo para fortalecer o que sempre existiu de valioso entre eles.
É! Isto se torna possível porque os dois, humildemente, se abrem sem receio ou defesas para a falta que um faz para o outro. Esse vazio que só teria como ser preenchido por aquele que mora no coração de cada um. Permitem ir além, para que esse conhecimento extrapole o óbvio e para, com certeza, dar a César o que lhe pertencia desde o instante que pousaram os olhos um no outro. 
Pois é, que felicidade quando ambos descobrem que ocupam o lugar mais ensolarado, bonito e alegre que há neles!
Eu sei. Este registro é o meu. É a oportunidade que dei para o outro, e, consequentemente, para mim, para que ele pudesse ter vida aqui dentro. E eu, por minha vez, tivesse nele!
Escrito por Anitha em 5 de fevereiro de 2010

30 janeiro 2010

As escolhas da vida


Meu caro amigo,

Acredito piamente que a vida nos impõe escolhas para que possamos exercitar a nossa capacidade de sermos felizes e de bem aproveitarmos o tempo que temos por aqui, já que tudo é tão passageiro. E ele, o tempo, por mais que queiramos, não nos espera na esquina para que decidamos nos colocar na agenda.
Difícil fazer opções? Demais! Sobretudo quando outras pessoas dependem de nós. Mas por outro lado quem irá viver as nossas angústias, frustrações, enfados, alegrias, realizações internas ou seja o que for?
Além do que ninguém nos devolverá os bons momentos que perdemos estando envolvidos em atividades que não têm mais significado para nós. E lhe pergunto: o que vale a vida se não houver sentido em nossas ações?
De verdade, compreendo você!
Fiz muitas e importantes escolhas na minha vida e delas não me arrependo. Ao contrário. A cada vez que buscava dentro a coragem necessária para efetivar as mudanças internas ou mesmo externas, e vitoriosa me permitia seguir em frente com a cabeça em pé, fui me tornando melhor em todos os sentidos, inclusive para todos à minha volta. Por quê? Porque respeitei as decisões do meu coração.
Atualmente, assim como há anos, todas às vezes que preciso tomar decisões de peso e que têm potencial de trazer modificações relevantes para a minha vida, eu me lembro do ensinamento transmitido pelo feiticeiro Dom Juan para Carlos Castaneda, aprendiz dos conhecimentos indígenas e autor do livro "A Erva do Diabo":

"...Tudo é um entre um milhão de caminhos (un camino entre cantidades de caminos). Portanto, você deve sempre ter em mente que um caminho não é mais do que um caminho: se achar que não deve segui-lo, não deve permanecer nele, sob nenhuma circunstância. Para ter uma clareza dessas, é preciso levar uma vida disciplinada. Só então você saberá que qualquer caminho não passa de um caminho, e não há afronta, para você nem para os outros, em largá-lo, se é isso o que seu coração lhe manda fazer. Mas sua decisão de continuar no caminho ou largá-lo deve ser isenta de medo e de ambição. Eu lhe aviso. Olhe bem para cada caminho, e com propósito. Experimente-o tantas vezes quanto achar necessário. Depois, pergunte-se, e só a si, uma coisa...: esse caminho tem coração? ...Se tiver, o caminho é bom; se não tiver, não presta. Ambos os caminhos o conduzirão ao mesmo lugar; mas um tem coração e o outro não. Um torna a viagem alegre; enquanto você o seguir, será um com ele. O outro o fará maldizer sua vida. Um o torna forte; o outro o enfraquece."

Que assim seja! Que seu coração seja o seu guia!
Sempre com bem querer e com amizade,
Envio-lhe um afetuoso abraço,
Escrito por Anitha em 30 de janeiro de 2010

14 janeiro 2010

Prazeres...


Que tal?...Noite estrelada...Barulho de grilo na roça...Céu azulzinho...Fazer o bem...Filhos criados...Ver a família crescer...Agregados...Brindar: Tintim!...Comida bem temperada...Exposições...Fazer trabalho voluntário...Escolher a profissão do coração...Criança e velho...Vento fresco batendo no rosto...Jantar à luz de vela...Incenso...Parque de diversão...Disputar jogo três/um...Brincar sem pudor...Ser reconhecida...Prática de doar sangue...O meu time ganhar...Transformar o meu amado em Rei...Copo de água, quando com muita sede...Tomar chuva...Pular corda...Jogar pingue-pongue...Chocolate...Chocolate quente...Prosear na cozinha...Dar e ganhar presente...Água de coco...Carnaval...Tirar a "máscara" no resto do ano... Dormir de conchinha...Mãos dadas...Festa...Receber agrado...Amor perfeito...Queijo frescal e todos os outros...Borboleta...Fazer aniversário... Comemorar...Entender dos números...Fazer cursos...Terapia de Florais...Escutar problemas e poder ajudar...Estourar champanhe...Balões coloridos...Plantar...Semear a paz...Tulipas e rosas...Pedir perdão...Desculpar...Ter vasos em casa....Ser anfitriã...Esperar visita. E ela chegar...Jogar conversa fora...Andar a cavalo...Roupa de cama limpa e cheirosa...Perfume agradável...Gente....Mesa farta...Palavras de carinho...Solidão necessária...Encontro aguardado...Estar centrada e alegre por estar viva...Sorrir...Declaração de amor... Lembranças boas de infância....Beijo molhado...Comida e afago de mãe...Conselho e carícia de pai...Surpresa....Um abraço esperado. E também o inesperado...Ter irmãos...Receber telefonema da pessoa amada...Chamego de vó e tias...Mensagens carinhosas no celular...Bolo de laranja...Contato com pessoas acolhedoras...Aumentar o círculo de amizade...Não ter hora para acordar...Andar descalça na grama... Procurar conchinhas...Andar sem pressa pela praia....Comer fruta no pé...Jogar buraco, pif paf e duvido...Sorvete num dia de verão...Cafuné...Chá quentinho numa noite de inverno...Cheiro de terra molhada de chuva...Segredo compartilhado...Falar besteira...Poder gastar em bobagem...Ter como pagar as contas e sobrar...Barzinho...Petisco...Comer em bom restaurante...Dar risada...Ler prosa...Escrever o que dá na telha...Fazer poesia...Ser a amiga predileta...Ter muitos amigos especiais...Ser querida simplesmente...Passear...Querer bem a todos... Roda de samba...Sambar...Música de boa qualidade...Fazer caminhada... Cachoeira...Subir em árvore...Aprender...Desaprender...Matar curiosidade... Contadores de causos... Cochilo na rede... Gargalhar... Cantar no chuveiro...Dançar solto ou junto, tanto faz...Estender a mão...Receber um abraço...As inúmeras possibilidades de escolha...Optar... Amizade sincera...Cerveja gelada...Acordar em paz...Dormir tranquila...A beleza da primavera...O encantamento do outono...Namorar...Dirigir carro...Doar...Saber acolher...Afeto e carinho...Elogio merecido...Vinho tinto. E também o branco...Ter e matar saudades.... Um livro interessante... Silêncio... Olhar de ternura... Pé-de-moleque...Goiabada com queijo...Pão quentinho...Broa de fubá...Canto de passarinho...Liberdade...Chegar de viagem...Rezar...Amanhecer...Ter fé...Bichinho de estimação...Pôr-do-sol...Amanhecer na serra...Flores em botão...Meditar...Sombra de árvore...Linha do horizonte...Conversar com pessoa inteligente e que tem senso de humor...Piada engraçada....Estar no meio de gente feliz...Gostar de se olhar no espelho...Café passado na hora....Banho quentinho e demorado...Massagem...Rir sem motivo...Cafuné... Ronronar de um gatinho... Lágrimas sentidas... Ombro amigo... Agradecer gentileza...Trocas de afeto...Sintonia e afinidades...Abrir e-mail afetuoso...Reunião de família...Perceber o significado das pessoas, das coisas e das circunstâncias ainda a tempo...Celebrar o presente....Reverenciar o passado...Fazer planos para o futuro...Entre dois caminhos, ouvir o coração...Rever pessoas caras...Colo...Acolhida nos momentos de carência...Ter com quem desabafar...Fazer confidências...Pudim com delícia...Nadar no calor... Dedos entrelaçados... Olhos que falam e se entendem... Cheiro da nossa casa...Cumplicidade....Farra de travesseiros...Ganhar sobrinhos... Ter amigos verdadeiros...Viajar...Viajar sem rota predeterminada....Tirar fotos...Porta-retrato com quem amamos...Conhecer novos países...Povos...Culturas...Peça interessante de teatro...Assistir filme de comédia...Romance...Ter certeza que vale a pena viver...Cura da dor e da enfermidade...Amar com tesão e ser correspondida...Orgasmo...e tantas coisas mais...
É! São infindáveis os pequenos e maravilhosos prazeres da vida!
Que você tenha muitos deles e seja feliz!!!
Escrito por Anitha em 13.01.10

11 janeiro 2010

Homenagem a D. Raulina


D. Raulina era uma mulher como poucas. Ímpar mesmo e quem a conheceu sabe disso; quem não teve a oportunidade de conviver com ela, que pena!
Essa senhora tinha 80 anos passados e bem vividos quando ficou encantada para sempre. Entretanto, cotidianamente, era uma menina cheia de vida que nunca deixou de nos cativar e surpreender. Aliás, enlevo e pasmo pela vida eram as suas marcas registradas.
Tinha paixão por viver. Sim! Ela era ávida pela vida. Tentava absorvê-la por todos os poros. Era muito intensa. Suas tristezas, como suas alegrias, eram desmedidas. Não sabia impor o não de forma tranquila. Isso lhe causava um grande sofrimento. Tanto que essa dificuldade, não poucas vezes, lhe acarretava fortes crises alérgicas. Mas sabia sair das situações. Tinha um jogo de cintura tamanho que até quando estava brigando a pessoa ficava em dúvida se era isso mesmo que ocorria. Escorria mel em seus lábios.
Era naturalmente apaixonada pelas pessoas. E não fazia distinção. A todos tratava com desvelo, outra característica forte sua. Muito carinhosa e amorosa, era puro coração.
Tinha olhos benéficos e um olhar infantil. E também possuía um quê de ingenuidade; apesar de sagaz. Brejeira e perspicaz, enxergava além das intenções, apesar de se fazer de boba muitas vezes.
Ela tinha o riso fácil e a malícia como defesa. Um coração festivo, por natureza. E bondoso, por opção. Ela se exercitava nesse mister.
Sempre que via alguém pela primeira vez era certo que ela descobriria algum traço de beleza nessa pessoa, ou, dependendo, muitos, mesmo que o senso comum não destacasse nada. Ela era especialista nisso. Fazia questão de acentuar as eventuais características estéticas e de caráter das pessoas. Agora, se a pessoa fosse efetivamente bem dotada pela natureza, aí então essa pessoa era lembrada a todo momento com a maior admiração.
Era absurdamente romântica. Tinha uma visão cor de rosa do amor. Para ela, a relação entre duas pessoas que se amavam era sagrada. Não por causa das convenções mas pelos elos que ligavam um ao outro. E quando um relacionamento chegava ao término, e, por acaso o fim tivesse sido proposto de forma unilateral, ela sofria terrivelmente por quem tinha sido deixado. Qualquer relação ela tratava como se fosse uma novela. Da mesma forma ela vivia as cenas de novela ou de filme como se fossem reais. Àquelas então mais carregadas de emoção ela passava dias processando-as. E as revivendo. Sofrendo, se esse fosse o mote. E rindo, até sozinha, se isso fizesse parte do roteiro. Como também relembrava quase diariamente o seu marido muito amado e querido, e chorava a sua perda como se ele tivesse morrido na véspera e não há mais de 36 anos.
Era simples. Não tinha estudo formal, mas era inteligente a dona. De uma sabedoria que intrigava. Era PHD em conhecimentos da vida. Também em superações e dar a volta por cima.
A inquietude e a curiosidade faziam parte de sua personalidade. Era realmente uma mulher muito interessante!!!
Sua casa era o seu palácio e reduto. Um lugar caloroso e sempre de portas abertas. Ela era muito querida e tinha muitos amigos. Verdadeiros. Que a amavam de coração. Nunca foi amarga, nem mesmo não tendo a vida fácil. Essa realidade não teve mudança nem depois de casada. Recrudesceu, na verdade, quando ficou viúva. Nessa ocasião, ao contrário, restou-lhe como única herança ter sob sua responsabilidade seis filhos menores de idade. E continuou o seu trajeto, criando-os e os educando sozinha. Talvez, e até em decorrência disso, tinha um orgulho danado de tudo que conseguiu com muito esforço ter na vida. Inclusive a educação dada aos seus seis filhos com muita dificuldade, luta, retidão e exemplo. Mas ela foi recompensada. Teve a felicidade de ver todos se transformarem em adultos e pessoas do bem. E para os quais ela abundava afeto, carícias e cuidados.
Vaidosa ao extremo, tinha um cuidado exagerado com os seus cabelos, tanto assim que, até nas suas horas finais, preocupou-se com eles e exigiu que os pintassem. Não sem razão: queria fazer boa figura e estar bonita quando se encontrasse com o seu inesquecível companheiro no céu.
Era comovente como gostava de cafuné, doce de leite e de passear. Esse último era tão acentuado que ela, se por ventura fosse convidada e tivesse fazendo comida, não importava em que ponto estivesse o cozimento, desligava o fogão e ia para o carro dar uma voltinha. Perto ou longe isso não tinha relevância nenhuma. O importante era satisfazer/alimentar os seus sentidos.
Com ela aprendi, entre inúmeras outras coisas, a receber e agradecer de forma diferente quando ganhar algum presente. (Nesse particular, ela parecia criança. Adorava-os!!!) E ao invés do meu usual e sem graça: “- Ah! Não precisava se preocupar.”, ela me ensinou esta outra forma marota e gentil:
“-Obrigada! Adorei! Vou rezar para Deus lhe dar mais para você poder me presentear mais.” Até hoje passo para frente esse ensinamento em sua homenagem, pois o considero muito peculiar e sincero.
É um fato, ela sabia transformar como ninguém um limão em uma limonada. Suíça! Tinha um senso de humor apurado e a sua companhia era agradabilíssima. Quantas vezes, assistindo televisão, ela soltava uma de suas tiradas engraçadas. Ao ver alguém com jeito enjoado, por exemplo, ela dizia:
“- Meu Deus! Essa mulher tem a cara de doce de leite talhado.” Ou algo mais ou menos nesse teor.
Pois é, Minha Amiga, eu sinto saudades! Muitas! E jamais a esquecerei, pois com a senhora aprendi muitas, muitas coisas, mas o principal foi o conjugar o verbo amar. Sem condições!
Minha querida, vejo-a quase diariamente nos rostos de pessoas pela rua, seja pela cor da pele, pelo penteado, roupa ou por qualquer detalhe que me faça relembrá-la com doido carinho. Mas quer saber a verdade? A senhora nunca nos deixou e nunca nos deixará, pois está em nossos corações para sempre! Sempre, sempre!
Escrito por Anitha em 11.01.10 em homenagem a 1 ano de seu falecimento

06 dezembro 2009

Coração aberto e aquecido


Há tempo tomei uma resolução que se encaixou perfeitamente aos meus princípios e  natureza.
Decidi, lá trás, que tanto as pessoas do meu convívio familiar como os meus conhecidos, amigos e afins ficariam a vontade para me procurar quando bem quisessem ou se isto lhes fosse conveniente.
Ao longo da minha vida, isso tem acontecido de maneira saudável e até mesmo descomplicada.
Busco não fazer nenhuma cobrança e nem exigência. E como é natural gosto de ter essa reciprocidade nas minhas relações.
Nunca fui adepta das imposições, nem mesmo aquelas ditas sociais. As protocolares e obrigatórias, somente quando, e se, imprescindíveis.
Continua claro pra mim que cada um sabe de si e a cada um compete fazer a sua escolha e tomar a atitude que bem entender no sentido de entrar em contato ou não. E como conviver é um processo de mão dupla, sempre me é concedido este privilégio em contrapartida.
Sim! Respeito o silêncio e o afastamento, se eles ocorrem.
Confesso que em muitas ocasiões sinto uma falta enorme. Doída!  Principalmente quando a pessoa ausente tem morada certa no meu coração. Mas penso: fazer o quê? Isso faz parte do processo da convivência pacífica e do respeito ao outro. E não há motivo para reclamar. Só razões para agradecer! É uma bênção sem medida poder sentir e usufruir do afeto...longe ou perto!
Às vezes, faço uma tentativa de aproximação, de me fazer lembrada. Se obtenho sucesso, ótimo! Que dádiva! Estou cá sempre a postos, coração aberto e aquecido!
Agora, se não tiver êxito nesse movimento, tudo também está certo e nos conformes. O outro está lá cuidando de si e de seus problemas e de seu viver. O que já é muito!!!
É! Presença boa é àquela que se dá de dentro pra fora...e há um mútuo sentimento de querer bem e um querer estar próximo.
Ah! Entretanto, como não poderia deixar de ser, pontuo, quando tenho oportunidade, que esta minha disposição nem sempre é linear, apesar do meu empenho.
Afinal, convenhamos, ninguém está, é, ou permanece inalterável. Ao contrário, as mudanças estão sempre em curso e daí numa dessas tudo pode acontecer. Inclusive, a perda do lugar aqui dentro de mim...rs...
No fim das contas, o bom mesmo é poder pôr em prática a coexistência prazerosa e da teoria do deixa viver...já que, quando juntos, há trocas significativas, sintonia e a gratificação de poder partilhar instantes que valem a pena, que marcam fundo porque não há pressão e nem sacrifícios em vão!
Escrito por Anitha em 06.12.09
Domingo chuvoso e dia da decisão do Campeonato Brasileirão de 2009

25 novembro 2009

Estória de Carochinha...


Oh! Ao meu ver, alguns homens e mulheres se desencontram tanto em seus anseios e buscas por bobagem. Pura e simplesmente. Veja se você concorda comigo:
A mulher romântica e sensível pra dedéu, bicho bobo, quer romance; e o homem, racional e cabeça fresca, besta a não poder mais, quer sexo sem compromisso...rs...
Daí para resolver esse impasse crucial na vida dos dois, eles fazem que são...,no mínimo, apaixonados. Ele incorpora o personagem...Um Dom Juan...Doce e sedutor. Olhos ternos, palavras escolhidas a dedo, sorri bastante, elogia mais ainda... E, depois de conseguir adentrar a fonte dos prazeres, volta ao normal, e algumas vezes, grosseiramente, até vai embora sem dizer adeus. E ela, feminina e carente como ela só, desde o início, faz que acredita mesmo que internamente desejasse que fosse de verdade...Trata-o como um verdadeiro príncipe encantado...Um cavaleiro da armadura dourada... E se entrega e aproveita o mais que pode...E vira oszoinhos não sei quantas vezes e se dá por satisfeita......rs...
E os dois saciados ficam realizados e felizes...até um próximo...encontro...Com outros, é claro!...
E assim, até lá, ela se sentindo vazia, mas com a pele radiante e os cabelos muito sedosos, assiste a todas as novelas e come algodão doce, cheia de sonhos e de fantasias; e ele, realizado e contente por ter satisfeito os seus desejos e...se sentindo o próprio galã da novela das 9...sai pra vida ao encalço de mais uma que se sujeita a fazer de conta...
O mais? É história da carochinha....rs...
Escrito por Anitha em 25.11.09 às 13:32

18 novembro 2009

SOU TANTAS!


Meu amigo, sendo sincera com você, não perca o seu precioso tempo tentando me entender. Têm horas que nem eu consigo. Sou mulher, lembra-se? E várias em uma!
Para lhe dar um subsídio a este entendimento, usarei a frase do poeta americano Walt Whitman, a qual poderá me definir melhor: "...Eu sou imenso. Há multidões dentro de mim...".
Assim sou. Muitas! Tantas, tantas, que nem sei. Tem muito a ver com o tempo, o humor e o meu bem estar ou não. Isso mesmo!
Além do que, como a soma das partes compõe o todo, sou o resultado direto de tudo que me afetou desde o início do início do início que não tem como mensurar.
E desse modo, desde lá, venho sendo. E carregando em mim tudo o que fui. O que sou efetivamente. E o que tenho feito esforço pra me tornar.
Você pode imaginar o tamanho do empenho? Não é mole não, Rapaz! Vai lá saber há quantos mil anos estou nessa empreitada, aqui, nesse nasce e morre, sem parar?...rs...
Pois é, nessa toada tenho lá as minhas dúvidas se conseguirei o meu intento de finalmente me sentir pronta e completa. Até porque no meio do caminho posso resolver dar um novo rumo e ir ao encontro das estrelas, ao invés de continuar caminhando bela e feliz por aí.
De verdade, tenho me esforçado muito para me tornar mais leve, o que não quer dizer mais magra. Pelo amor de deus, isto já é bem mais difícil...rs...
E dentre esses meus nascimentos e inaugurações, tenho levado pra lá e pra cá, o tempo todo, as minhas pendências e delas nem queira saber. Só as conto no confessionário, se for obrigada. Ou se for torturada. Pensando bem, ai, ai, não!  Detesto sentir dor!
As qualidades também, poucas. Miúdas. Minguadas ainda, não obstante, ter adquirido algumas de peso e que fazem a diferença.
Defeitos, muitos. Os mais variados. E não me orgulho disso, de forma nenhuma. Sei que os atuais ainda tento que trabalhar duro para deles dar cabo. Ou - quem sabe? -  para atenuá-los. Ou, caso eles não tiverem solução, o jeito será tentar dar-lhes uma cara mais delicada. Soft. E rapidamente passá-los para a categoria de... charme! 
Já os do passado têm me servido como referência e aprendizado, experiência que levo em conta no presente.
Conquistas pessoais, estas, de fato, me provocam sentimentos de orgulho e de satisfação. Natural. Exigiu esforço, foco e garra. Então, fiz por merecê-las! Viva!
Certezas? Algumas. No momento a que mais se destaca é a minha capacidade de amar! E, igualmente, a despeito do desamor coletivo e da falta de solidariedade entre os nossos pares, o gostar de gente de todo tipo e ser adepta do ser e do fazer feliz! Sem restrições!
Temores? Nesse quesito pode me considerar bem corajosa. Nem medo de barata e rato eu tenho, veja só!...rs...
Ousadia? Ah! adooooro! E fala sério! Como a vida ficaria sem graça sem ela. E por possuir essa característica bem peculiar, dizem, me torno mais interessante. Vai lá saber. Contudo, faço que acredito!
Desejos? Não vivo sem. Oh, trem interessante! Alguns bem inocentes; outros, porém, inconfessos e, por isso mesmo, guardo-os a sete chaves e de vez em quando os perco, para poder ganhar brilho nos olhos e arrebatamento. ih! Fiquei corada! Eta coisa boa!
Reticências. Uso-as sem pudor e sem pedir licença. Quer saber? Abuso delas mesmo. Com vontade!!!
Ponto final. Isto é assunto sério demais pra mim. Fato! Desde que me tornei gente que já podia beijar na boca. Tanto que jamais começo uma história sem pôr fim na anterior. É! Por uma questão de consideração e respeito, os mesmos que reivindico e quero pra mim.
Interrogações são o meu alimento e me ajudam a evoluir. Pouco a pouco. No meu tempo e de acordo com a minha capacidade e entendimento. Eles também têm me feito seguir em frente, esperançosa por dias melhores.
Bem-quereres?  Elementar, caro Watson! A gente precisa ter o coração aquecido e, em contrapartida, aquecer, não é?  E o que seria da vida sem este conforto e esta garantia?
Alegrias? Se não as tenho as crio. Em série, para durarem mais, que de boba eu não tenho nada. ou penso não ter, o que é pior, né?
Belezas? As que estão nos meus olhos, pois é sabido que o que está dentro está fora, daí...
Lugares onde estive. Todos, sem exceção, me acrescentaram algo valioso, me engrandeceram.
Pessoas com as quais convivo hoje ou já convivi. A todas sou grata. Sem nenhuma distinção.  Pelo bem ou pelo mal que me fizeram. Apesar que, na verdade e por questão de afinidade e de energia, sempre somente atrai pessoas de bom caráter e do bem. Tomara que essa sorte perdure no tempo!
Ufa! Por hoje está de bom tamanho, não é não?
Vou, agora, cuidar da vida. 
Até! 
Beijos, 
Anitha
Escrito por Anitha em 18.11.09

23 outubro 2009

O meu guardado


O que é meu, meu bem,
De fato e de direito
Encontra-se bem guardado.

Ah! claro que me restam alternativas
Mas elas ou me enfadam
Ou não me convém...

Por isso
Por enquanto
Pacientemente
Espero como espera
O copo o conteúdo
Do vinho entornado
O nariz o agradável aroma
Da pessoa amada
A boca o sabor do beijo molhado

Sei que ele está chegando
Está perto
Próximo demais
Já sinto a sua energia
Um frenesi
Em todo o meu ser
E o meu corpo todo excitado.

Aqui e agora
Sei o que quero
Sem problema
O que é meu está guardado.

Aguardo!
Escrito por Anitha em 16.11.08

08 setembro 2009

Bens preciosos



Não foi por mero acaso que ele tomou conta do meu interior. Não!
Tenho que ser justa. Eu mesma abri a porta e o convidei a entrar:
-Fique à vontade, eu lhe disse, estava a sua espera.
E ele não se fez de rogado. Sem demora, ocupou todos os espaços, e o meu tempo também!
E assim me tornei escrava quando antes era dona e senhora.
Ironia das ironias, apesar de saciada, comecei a me sentir vazia.
Hoje, vejo que devia ter tomado cuidado. Sim, ter sido mais cautelosa, menos afoita.
Entretanto, agora preciso dar um basta!
Chegou a hora de ter juízo. Esvaziar a casa. Reavaliar sentimentos e atos, o que é valioso de verdade.
Ele, contudo, tem fincado o pé. Não quer sair de jeito nenhum. Sente-se e age como proprietário.
De uma ou outra maneira, terei que fazê-lo sair. Despejá-lo, se preciso for, para o bem geral.
Mas, antes de qualquer atitude mais drástica, acho melhor tentar convencê-lo. Vá que ele me atende.
- Por favor, Desejo, saia! Preciso recuperar o que você me tomou. Principalmente a paz e a liberdade.
É! Esses bens preciosos que perdi quando lhe dei permissão para que se apossasse de mim.
Escrito por Anitha em 08.09.09