
Ao terminar um relacionamento, mesmo que tenha sido por consenso, dificilmente esgota-se de imediato todo sentimento que unia o casal.
É prudente e saudável antes de engatar uma nova relação dar o tempo necessário para que as questões internas possam ser percebidas, trabalhadas e, se for o caso, exauridas ou colocadas no campo das soluções definitivas.
Existe a hipótese de que nesse intervalo sabático para os dois, possa acontecer do querer mútuo ressurgir e os dois, saudosos, terem os corações abertos e as mágoas, se fizeram parte do script, se tornarem secundárias.
No frigir dos ovos, eles até podem chegar à conclusão que ser feliz é o que importa. Que junto é bem melhor, principalmente quando levam em conta a história em comum, o lastro e tudo o que fez sentido um dia para que eles, lá atrás, pudessem ter se unido.
No frigir dos ovos, eles até podem chegar à conclusão que ser feliz é o que importa. Que junto é bem melhor, principalmente quando levam em conta a história em comum, o lastro e tudo o que fez sentido um dia para que eles, lá atrás, pudessem ter se unido.
Nessas condições, é natural que os parênteses sejam fechados, para que desejos, conversas, propostas e projetos passados e futuros se adequem ao momento presente e, desta forma, possam ser expostos e clarificados. Necessário zerar a equação para dar início a um compromisso arejado, com novos termos e com a intenção que tudo dê certo desta vez!
Assim é a vida. Nada é em vão. Tudo tem a sua razão de ser.
E, com vontade e privilegiando os motivos para a reconciliação, as peças do quebra-cabeça vão se encaixando num ajuste mais apurado e o que gerou o afastamento perde o valor se transformando em adubo para fortalecer o que sempre existiu de valioso entre eles.
É! Isto se torna possível porque os dois, humildemente, se abrem sem receio ou defesas para a falta que um faz para o outro. Esse vazio que só teria como ser preenchido por aquele que mora no coração de cada um. Permitem ir além, para que esse conhecimento extrapole o óbvio e para, com certeza, dar a César o que lhe pertencia desde o instante que pousaram os olhos um no outro.
Pois é, que felicidade quando ambos descobrem que ocupam o lugar mais ensolarado, bonito e alegre que há neles!
Eu sei. Este registro é o meu. É a oportunidade que dei para o outro, e, consequentemente, para mim, para que ele pudesse ter vida aqui dentro. E eu, por minha vez, tivesse nele!
Escrito por Anitha em 5 de fevereiro de 2010

Um comentário:
Vim, vi e gostei. Voltarei, com certeza. Continue o seu labor/arte.
Aceite o meu abraço, Paulo
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