Páginas

08 janeiro 2018

Quisera eu...






Quisera eu poder ser água corrente, simples e ininterrupta, indo ao encontro do mar. Ah, por certo, me bastaria. 
Nasci, contudo, com redemoinhos, cachoeiras, relevos altos e baixos e um dispositivo projetado a mais. Esse plus me expõe e me faz sentir muito. Em demasia. 
Assim, sem uma regular e constante medida a tanta água não dou vazão. E as que ficam, represadas, me parece, aos poucos vão ruindo, ruindo e minhas bases cedem. Tento...e como tento. Persistente, insisto, me debato, luto, vou fundo.  E me desfaço. Esmoreço. Adoeço. Perco cor e tom. Desfaleço.   
Ah, aí, num daqueles mistérios da vida, renasço. E, como uma verdadeira fênix, eis-me forte, vigorosa, faceira. De novo. Toda feminina, viro mulher grande, sensual, valente, enfrento e mato no peito a bola da vez.
Talvez...talvez, em outra vida, eu venha, quem sabe, equipada na proporção adequada para lidar com o que hoje não sei.
Lembro-me de todos os ensinamentos, apesar de existir aqui dentro um espaço próprio que mói palavras, intenções, olhares, decepções e dores. Do resultado dessa mistura, crio textos, poesias que me ajudam a manter o equilíbrio, o humor, aliviar cansaços, frustrações e comemorar buscas, encontros, anseios, tesões, amores, projetos, vitórias, quando eles por si só ou na união entre eles se tornam significativos, libertadores e prementes.
Escrito por Anitha em 8 de janeiro de 2018

10 comentários:

Anônimo disse...

Anitha:

Tempâo que não entro aqui e nem leio os seus textos. Gosto deles, como sabe. Procurei um específico sobre encontro e desencontro, maravilhoso, porque queria usar para ilustrar um escrito meu.
Infelizmente, percebi que ele sumiu, assim como outros, em que eu tinha feito comentário. Você faxinou? Judiação. Fez mal, na minha opinião. Poesia deve ficar, permanecer para sempre.
Escuta, não faz mais isto não, eu lhe peço.
Beijo grandão,
Maria Helena Diniz

Anitha disse...

Querida Maria Helena,

Prazer enorme receber você aqui de volta, pois senti sua falta e a de seus comentários, haja vista que sua presença era constante, assim como o seu incentivo!
Não se preocupe. Tirei muitos textos daqui por achar mais conveniente, na ocasião, mas eles estão bem guardadinhos em outro lugar. Se me disser qual deles você procurava o enviarei para o seu e-mail.
Garanto-lhe que não pretendo retirar mais nenhum...isto é, até uma segunda ordem...rs...
Então, você me conhece há muito tempo e sabe do meu processo contínuo e persistente de avaliação e da minha busca de aperfeiçoamento, portanto, sempre disposta à mudança e aberta à necessárias adaptações para o que possa ser o melhor do melhor dentro de um quadro maior. Pois é, melhorar sempre e em todos os sentidos continua sendo a minha meta diária, amiga!
Agradeço-lhe muito pela sua amizade, carinho e pelos seus comentários sempre tão delicados e generosos, minha querida!
Beijo grande

Anônimo disse...

Anitha, continue a nos brindar com os teus escritos. Vc tem inteligência, sensibilidade, graça, talento de sobra e não posso deixar de destacar a tua beleza. Abração do J. Carlos

Anônimo disse...

Quisera eu, amiga, saber escrever como vc. É dom de Deus a sensibilidade que escorre pelos dedos e cria texto que mostra força e fragilidade ao mesmo tempo. Admiro vc por isto tbém. Bj da Ângela

Anitha disse...

Boa tarde, JC!

Você, como sempre, gentil e atencioso. Um verdadeiro gentleman!
Agradeço esse seu comentário tão amável!
Grande abraço

Anitha disse...

Ângela querida, você é uma amiga do coração e a quem eu admiro muito por sua garra e generosidade!
Muito obrigada por essas suas palavras tão gentis!
Beijo grande

Anônimo disse...

Cara amiga Aninha!
Li seu texto com muita atenção, tem um vocabulário rico, mas o que mais me chamou atenção, o que mais me tocou, foi o fato de ter sido escrito com muito prazer e grande sensibilidade. São esses quesitos que fazem dos artigos, textos, peças, livros, um grande diferencial.
É muito fácil escrever,escrita com paixão e vida é para um grupo seleto de humanos.
Você, amiga, é uma dessas pessoas!
Luciano Eustáquio

Anitha disse...

Oi, Luciano! Boa noite, meu amigo!

Que carinhoso esse seu comentário! Pois é, ai está uma das razões para eu querer vê-lo publicado aqui.
Sua gentileza, pontuações e incentivo enriqueceram essa página e alegraram o meu coração. É preciso ter olhos para enxergaremm e dom para interpretar o não dito.
Muito obrigada por você fazer isso com propriedade, presteza e boa vontade!
Grande abraço

Anônimo disse...

A beleza de seu texto começa pela sensibilidade da ilustração.
A mão maior suportando a menor, que contém uma pequena esfera de cristal, com outra mão envolta numa luz difusa. Ainda, um ramo de pequeninas e viçosas margaridas e elementos de nosso planeta. No fundo, como a nos vigiar e a nos dar proteção, brilha a luz maior, do Criador, mantendo tudo num equilibro perfeito.
Você, que nasceu Ana Maria (simples assim!), adotou o pseudônimo de Anita, que quer dizer graciosa, cheia de graça, imaginou ser água corrente (um filete?) a caminho do mar. Entretanto, a vida lhe reservou outro destino e a transformou numa mulher bonita, forte, corajosa, formadora de opinião, inquieta, contribuindo, assim, para um mundo melhor.
O grande “barato” da idade, penso eu, é poder olhar pra trás, não com sentimentalismo frágil ou um tolo saudosismo, mas sim observando os percalços e dificuldades vencidas, e o verdadeiro sentimento do dever cumprido. Ou seja, um “ser humano de seu tempo”.
A leitura de seu texto e a sua maneira de viver denotam que os anos lhe fizeram bem, deixando-a leve.
Sinto-me feliz e honrado por ter cruzado seu caminho numa dessas esquinas da vida!
João de Mattos

Anitha disse...

João:

Estou aqui comovida pela beleza e carinho expressos nesse seu texto.
Pois é, essa leitura carregada de afeto e de incentivo que você fez desse meu escrito e, sobretudo, essa sua capacidade de enxergar com os olhos da alma são bem característicos de quem tem uma respeitável bagagem interna.
Como sempre, é enriquecedor compartilhar com você as minhas singelas criações, até porque temos em comum a facilidade de deixarmos extravasar em palavras o nosso sentir.
Veja só, novamente isto se repete. Você, generoso, inteligente e atencioso, me fez ficar emocionada, o que, convenhamos, já está se tornando habitual em nossa relação de amizade de tempos.
Muito obrigada por você ser esse meu amigo especial, por sua consideração e por me permitir gozar dessa troca que me engrandece e me faz sentir envaidecida e privilegiada de tê-lo sempre presente na minha vida, mesmo que,na maioria das vezes, à distância!
Grande abraço

Postar um comentário

Agradeço-lhe pela visita e por deixar o seu comentário!
Apareça mais vezes!
Beijo,
Anitha