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quarta-feira, 12 de abril de 2017

A chuva dos meus sonhos!



Não sei há quanto tempo estava eu com vontade de tomar chuva.  
E esse querer, por um motivo ou outro, vinha sendo adiado, preterido em nome de uma inércia e descuido contínuo.
Assim, não priorizado, óbvio, não entrava no rol dos anseios mais prementes ou tangíveis. Contudo, não colocá-lo em evidência ou prática não quer dizer que ele estivesse ausente ou desaparecido. Não. Ele só estava meio esquecido.
E, hoje, tive a certeza que ele estava mais ativo que nunca.
Em torno do meio dia, o céu foi ficando carregado de nuvens, bruscamente escurecendo, trovões ruidosos antecipavam o que estava por vir: um pé- d’água.  Um aguaceiro torrencial. Desses, se demorados, de inundar ruas e cidades num piscar de olhos.
E – os deuses, parece,  estavam a meu favor -  um dilúvio suficiente para me fazer recordar do que estava adormecido, e, também, para me conectar com a criança que cada dia está se fazendo mais  presente na minha vida. 
E, dessa forma, de maneira imprevisível, mas decidida, tirei minhas sandálias dos pés. Estava a caminho do centro da cidade. Oras, por que não retornar ao meu?
Rindo, meio brincando meio dançando, deixei aquele temporal escorrer pelos meus cabelos e corpo todo coberto. A cada rajada de água havia uma reação de estremecimento. Mas, também, de júbilo. 
Recebi aquela chuvarada com uma alegria desmedida, entretanto com respeito e reverência. Gratidão!
Dentro de mim, abandono e entrega atuaram como se eu tivesse participando de um ritual. Solitário, significativo e profundo.
Abstrai-me do mundo ao redor. Só havia eu e aquele temporal.  Estava eu junto e misturada com a natureza. Nada mais havia. Nada importava.
Senti-me plenamente viva, energizada apesar de molhada até à alma. E uma paz absoluta tomou conta do meu ser: estava purificada, santificada e extremamente feliz!
Bendita e bem-vinda chuva, que veio para me lembrar que as coisas simples e verdadeiras ai estão. Devo aproveitá-las mais.
Descer do salto, despedir-me do orgulho, desfazer-me da vergonha, não dar atenção ao diz me diz, e me permitir usufruir das bênçãos ao meu dispor!
Inesquecíveis foram esses momentos tão ricos e tão singelos! Instantes esses eternizados no meu coração!
Escrito por Anitha em 12/4/2017, às 23h

12 comentários:

  1. Oi, Anita, sou o Josias.
    Encontrei vc, procurando letra de musica, coincidencia.
    O q escreveu me Lembrou a sua alegria e vc dançando, linda e charmosa.
    Quero ver vc de novo.

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  2. Boa tarde, Josias!
    Me surpreendeu essa sua forma de chegar até aqui...rs...
    Grata pelos elogios! Como eu lhe disse, e você teve a oportunidade de ver, amo dançar! É em disparada um dos meus passatempos prediletos.
    Qualquer hora, a gente se encontra por ai, afinal, como dizem por aqui, BH é um ovo...rs...

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  3. Porque parou de escrever? Ler teu comentários sobre a vida é preencher lacunas das nossas.

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    1. A partir de hoje, peço-lhe a gentileza de assinar seus comentários, para que eu possa lhe responder.
      Não há razão para o anonimato. Ou há?

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    2. Leia-me às escondidas
      Com olhos enfeitiçados.
      Leia-me noite adentro
      Nas revelações expostas,
      No calor do sentimento,
      Nos versos sem hora.
      Observe na veracidade das linhas
      O quanto você é amada.

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  4. Linda a sua poesia, contudo, ainda, continua anônima,portanto, sem pai e sem mãe...sem dono e sem eira...

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  5. Estou em dúvida se quem postou acima foi homem ou mulher, mas, independente do gênero,quero-lhe dizer o seguinte: Se essa poesia é de sua autoria, ótimo! Parabéns! Como já disse, ela é linda!
    Aproveite a oportunidade e a reconheça-a, então,como de sua lavratura!
    Assim você sai desse anonimato que tira de você a personalidade, a graça, a atitude e a coragem!
    Anitha

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  6. Como alguém pode reconhecer a autoria de uma poesia fruto da pesquisa pelo google? Caráter é para poucos.
    Abraço,
    Carlos

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  7. Sim, você, que não sei quem é de verdade, acertou quando disse que caráter é para poucos.
    Tanto é que há pouco até nome de outro homem,ou seja, Carlos, você usou para não se identificar.
    Além de ter adquirido um novo chip de celular, para entrar em contato comigo via WhatsApp, como aconteceu no dia de hoje.
    Que tal abrir o jogo? E fazer valer o dito acima?

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  8. Pensei ser o único... melhor, queria ser o único!

    Carlos

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  9. Carlos:

    Não se preocupe, pois você é o único Carlos que eu conheço, atualmente.
    Pois é, eu até tinha um primo, que eu gostava muito, com esse nome, mas ele morreu faz uns seis anos.
    Como você deve saber, é muito triste e decepcionante existir gente que não tem coragem para assumir o que escreve nem para se mostrar verdadeiramente. Sim, é uma pena, convenhamos!
    Apesar que posso lhe garantir que não é necessário ter uma inteligência privilegiada para poder deduzir quem se esconde assim.
    Ah, agradeço a sua visita! Volte mais vezes!
    Abraço,
    Anitha

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