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24 julho 2011

Depressão, a antessala da mudança!!!


Estou envolvida numa faxina há tempos. Dentro!
É um processo contínuo em busca do autoconhecimento. Ir atrás das razões que me impedem muitas vezes de desfrutar de forma simples e de imediato das graças que me foram tão generosamente ofertadas no meu nascimento. Além, é claro, daquelas que foram sendo acrescidas durante a minha  caminhada até aqui.
E tenho ido fundo, com lances de coragem e atrevimento! Entrando em contato com o meu lado B, venho experimentando sentimentos benditos. E também adversos. Lastimosos, mas também contentamento de ter forças para retirar máscaras...defuntos...fantasmas...dos meus armários!
Óbvio! Um movimento dessa natureza, ao expor; despe...E provoca frio, na maioria das vezes.
A esperança, contudo, é o meu baluarte! Quero chegar ao cerne, ao essencial! E esse desejo tem aumentado de maneira proporcional ao esforço que venho fazendo para separar alhos de bugalhos.
Incessante batalha! Levada a sério! Tanto comigo mesma como na terapia, que veio me auxiliar na técnica, no cuidado e ao iluminar os pontos e os nós.
É! Há momentos que temos que reconhecer que sozinhas daremos voltas em círculos. A humildade nesse caso é uma necessidade e um gesto de inteligência.
Sempre soube, e essa verdade continua presente, que o ir fundo me daria, apesar do sofrimento e da angústia, condições de ficar leve e solta, e, o principal, poder priorizar o que me faz bem.
Sinto que já me movo em areias firmes, coisa que dantes não havia!
Então, agora, minha amiga, que lhe relatei a minha luta interna, lhe asseguro que a escuridão é somente a ausência de luz, temporariamente, pois ela está aí esperando o seu momento do click.
Penso que a depressão, como tudo que há neste nosso mundo, serve a um propósito maior.
Recolhemo-nos. Ficamos no breu, para poder enxergar sem véus o que estamos sem coragem para mudar.
É como se a depressão fosse o prenúncio, a antessala da mudança.
Estamos caminhando, sendo fiéis às nossas escolhas passadas, aos rumos que optamos em certos momentos específicos de nossa vida, só que lá no recôndito de nossa alma há uma insatisfação crescente, que vai, paulatinamente e de várias maneiras, nos sinalizando que não temos mais como continuar neste trajeto...neste curso...Podemos até nos fazer de surdos, de desentendidos...mas chega um instante que o copo enche e uma gota faz toda a água transbordar. Já não conseguimos mais calar o nosso coração!!! Ele quer ser escutado!!! E o que ele tem a nos dizer é muito relevante!!! Fundamental entrar em contato!
Nesse momento doloroso, mas rico em potencialidades, começamos a ficar deprimidas. Certamente como tudo tem uma razão de ser, para juntar forças suficientes para enfrentar o que já sabemos de antemão, mas não gostaríamos de saber.
E tudo tende a ficar sem graça e inerte em nós e em entorno.... Começamos a perder o brilho....a alegria...não existe anseio e nem expectativas....o interesse desaparece....e passamos a agir como mortas vivas.
Ocorre em nós algo semelhante ao que acontece na natureza. O inverno precede a primavera, estação que é tipicamente associada ao esplendor e ao reflorescimento da flora e da fauna.
Já a estação mais gelada do ano vem antes de toda esta expansão, porque há a necessidade que tudo se aquiete. É primordial que haja um processamento, uma triagem do que haverá de viver e morrer, uma limpeza nas entranhas da terra, e também em toda a sua superfície, a fim de ali mais na frente ocorrer o equilíbrio e o desabrochar em toda a sua beleza! O renascer!!!
Faço votos que assim seja com você! E também comigo! Que não tenhamos medo do mergulho! Que nos permitamos ouvir o chamado do coração e segui-lo! Obedecer sem rebeldia às suas ordens, pois ele é o detentor das nossas querências e o sábio que nos indica saídas que nos levarão à felicidade plena!
Escrito por Anitha em 24.7.11

2 comentários:

Anônimo disse...

Influenciado por Daniel, que postou no seu blog LINFOMA, L'INFAME, o qual sigo com enlevo há tempos, o seguinte comentário:
"Anitha (A DE ANITHA), minha querida amiga mineira, poeta madura, inspirada e talentosa (numa fase linda e docemente criativa)...", senti-me obrigado a vir aqui conferir. E fiquei encantado! Entendo, agora, as palavras dele. Você é uma poeta sensível, iluminada e transparente! Numa conjunção dessas, é inevitável, a qualidade, que você esbanja.
Voltarei sempre, para me regalar com a beleza da sua alma exposta!
Abraço,
Robson

Anitha disse...

Olá, Robson!

Obrigada por essas suas palavras tão lisonjeiras e gentis.
Na verdade, Daniel é um querido, e, como você sabe, amigos como ele possuem olhos amorosos...e coração grande...tão grande que enxergam beleza em tudo...
De qualquer forma, foi muito bom recebê-lo aqui, me senti muito honrada com a sua visita!
Volte mesmo! Vai ser um prazer tê-lo de volta!
Abraço,
Anitha

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