
Não foi por mero
acaso que ele tomou conta do meu interior. Não!
Tenho que ser justa. Eu mesma abri a porta e o convidei a entrar:
-Fique à vontade, eu lhe disse, estava a sua espera.
E ele não se fez de rogado. Sem demora, ocupou todos os espaços, e o meu tempo também!
E assim me tornei escrava quando antes era dona e senhora.
Ironia das ironias, apesar de saciada, comecei a me sentir vazia.
Hoje, vejo que devia ter tomado cuidado. Sim, ter sido mais cautelosa, menos afoita.
Entretanto, agora preciso dar um basta!
Chegou a hora de ter juízo. Esvaziar a casa. Reavaliar sentimentos e atos, o que é valioso de verdade.
Ele, contudo, tem fincado o pé. Não quer sair de jeito nenhum. Sente-se e age como proprietário.
De uma ou outra maneira, terei que fazê-lo sair. Despejá-lo, se preciso for, para o bem geral.
Mas, antes de qualquer atitude mais drástica, acho melhor tentar convencê-lo. Vá que ele me atende.
- Por favor, Desejo, saia! Preciso recuperar o que você me tomou. Principalmente a paz e a liberdade.
É! Esses bens preciosos que perdi quando lhe dei permissão para que se apossasse de mim.
Escrito por Anitha em 08.09.09
Tenho que ser justa. Eu mesma abri a porta e o convidei a entrar:
-Fique à vontade, eu lhe disse, estava a sua espera.
E ele não se fez de rogado. Sem demora, ocupou todos os espaços, e o meu tempo também!
E assim me tornei escrava quando antes era dona e senhora.
Ironia das ironias, apesar de saciada, comecei a me sentir vazia.
Hoje, vejo que devia ter tomado cuidado. Sim, ter sido mais cautelosa, menos afoita.
Entretanto, agora preciso dar um basta!
Chegou a hora de ter juízo. Esvaziar a casa. Reavaliar sentimentos e atos, o que é valioso de verdade.
Ele, contudo, tem fincado o pé. Não quer sair de jeito nenhum. Sente-se e age como proprietário.
De uma ou outra maneira, terei que fazê-lo sair. Despejá-lo, se preciso for, para o bem geral.
Mas, antes de qualquer atitude mais drástica, acho melhor tentar convencê-lo. Vá que ele me atende.
- Por favor, Desejo, saia! Preciso recuperar o que você me tomou. Principalmente a paz e a liberdade.
É! Esses bens preciosos que perdi quando lhe dei permissão para que se apossasse de mim.
Escrito por Anitha em 08.09.09

Um comentário:
"não sou escravo de ninguém, ninguém senhor do meu domínio"
As lutas nem sempre são fáceis. Mas em vc vejo mais do q vontade, vejo garra. Há de se conquistar novamente, tenho certeza.
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Anitha