
Enquanto isso, com a sensibilidade à flor da pele, estou me desconstruindo. Sem pudor, sem medo e em profundidade. Retiro as minhas máscaras. Fico em carne viva.
Meu Deus! A verdade é que isso dói pra burro e é muito incômodo!!! Mas é preciso. Sinto que chegou a hora.
Quero e busco os meus porquês, sentidos e limites. Vou elaborando as vitórias, acertos, dores e perdas. E me permito, de forma muito particular, nesse hiato entre ser e não ser, me aceitar como uma pessoa em construção.
Estou frágil. Absolutamente frágil, como é de se esperar de quem está sem alicerces firmes a lhe sustentar.
Mas tenho fé que, através deste processo doloroso, absolutamente só, intenso e consciente que ora estou envolvida, deixarei para trás tudo aquilo que não vale a pena e não tem mais significado para mim e para a minha vida e que, por isso mesmo, de uma forma ou de outra, faz anoitecer e sangrar a minha alma; para iluminada, esclarecida, leve e inteira seguir em frente como Anitha plena, verdadeira, feliz e em paz! Escrito por Anitha em 14/03/08

Um comentário:
Anitha, vc não me conhece, me chamo Rita. Tbém tive câncer no seio, mas hoje estou curada com a graça de Deus. Indicaram o seu blog pra mim, e estou pensando que foi uma bendita hora. A gente não se conhece, mas isto não impede que eu veja que vc é uma mulher de muita coragem, uma mulher de valor. Fiquei mexida com todos os seus escritos. Vc está de parabéns. Deus continue iluminando vc e este dom. Bj da Rita
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