Algo está mudando. Dentro e fora.
As manhãs estão mais interessantes e luminosas. As flores têm aparecido, mesmo ainda modestas, vestidas com cores, graça e perfumando com suavidade em torno.
Os pássaros, tão caprichosos em apurar timbres e tons, estavam emudecidos. Ou quem sabe eu é que estava inapta a ouvi-los? Pode ser...
Eles retornaram há pouco com as suas delicadas sinfonias. E a proeza maior a distinguir no meu dia a dia é eles estarem inaugurando as minhas manhãs e se pondo, seresteiros, no parapeito da janela do meu quarto.
Seus cantos têm me deixado enlevada e desperta, e esse estado de prazer tem permanecido por horas, quando não pelo dia todo.
A chuva, que por hábito fecha o verão, tem marcado sua presença. E ultimamente vem apresentando com destaque o seu outro lado, o da destruição. Todavia, esse fato tão nefasto não tem conseguido retirar ou apagar a sua força e nem a sua beleza ao cumprir com fervor a sua missão.
E, quando ela escolhe cair mais tranquila e amena, tenho me permitido me banhar nas suas águas. Isso tem se repetido com frequência.
Oras, esse fascínio quase irresistível que sinto pelas gotas que caem das nuvens, acho que posso creditar à presença marcante do elemento água no meu mapa zodiacal. Só pode! É muita atração!
Por outro lado, o sol, já apresentando a sua face mais aprazível, tem feito carinho na minha pele. Agradável, languidamente, tem-me enchido de calor e das melhores energias! Tenho me sentido radiante, talvez, por osmose...rs...
Tenho andado também com a cabeça nas nuvens. Assim, quando dou por mim, já atravessei ruas, faixas de pedestres e sinais. Como? Não sei dizer.
Há uma música de fundo me acompanhando pra lá e pra cá. Mal distingo a letra. O que me chama a atenção é a melodia que tem me embalado, alegrado e tem feito meus dias adquirirem uma certa magia, um suave frescor.
Ah, o extraordinário...esse mistério no ar...anda me intrigando.
Sei, ou melhor, sinto que já teve início de maneira espontânea um movimento interno, sutil e peculiar, no sentido de desvendá-lo...
Aonde vai dar? Como saber?...
Só sei que, antes de mais nada, adoro esta inquietude e este gostinho, que me intriga e me entrega, de renovação!
Escrito por Anitha em 18 de março de 2018
As manhãs estão mais interessantes e luminosas. As flores têm aparecido, mesmo ainda modestas, vestidas com cores, graça e perfumando com suavidade em torno.
Os pássaros, tão caprichosos em apurar timbres e tons, estavam emudecidos. Ou quem sabe eu é que estava inapta a ouvi-los? Pode ser...
Eles retornaram há pouco com as suas delicadas sinfonias. E a proeza maior a distinguir no meu dia a dia é eles estarem inaugurando as minhas manhãs e se pondo, seresteiros, no parapeito da janela do meu quarto.
Seus cantos têm me deixado enlevada e desperta, e esse estado de prazer tem permanecido por horas, quando não pelo dia todo.
A chuva, que por hábito fecha o verão, tem marcado sua presença. E ultimamente vem apresentando com destaque o seu outro lado, o da destruição. Todavia, esse fato tão nefasto não tem conseguido retirar ou apagar a sua força e nem a sua beleza ao cumprir com fervor a sua missão.
E, quando ela escolhe cair mais tranquila e amena, tenho me permitido me banhar nas suas águas. Isso tem se repetido com frequência.
Oras, esse fascínio quase irresistível que sinto pelas gotas que caem das nuvens, acho que posso creditar à presença marcante do elemento água no meu mapa zodiacal. Só pode! É muita atração!
Por outro lado, o sol, já apresentando a sua face mais aprazível, tem feito carinho na minha pele. Agradável, languidamente, tem-me enchido de calor e das melhores energias! Tenho me sentido radiante, talvez, por osmose...rs...
Tenho andado também com a cabeça nas nuvens. Assim, quando dou por mim, já atravessei ruas, faixas de pedestres e sinais. Como? Não sei dizer.
Há uma música de fundo me acompanhando pra lá e pra cá. Mal distingo a letra. O que me chama a atenção é a melodia que tem me embalado, alegrado e tem feito meus dias adquirirem uma certa magia, um suave frescor.
Ah, o extraordinário...esse mistério no ar...anda me intrigando.
Sei, ou melhor, sinto que já teve início de maneira espontânea um movimento interno, sutil e peculiar, no sentido de desvendá-lo...
Aonde vai dar? Como saber?...
Só sei que, antes de mais nada, adoro esta inquietude e este gostinho, que me intriga e me entrega, de renovação!
Escrito por Anitha em 18 de março de 2018



